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Opinião

Um ator crist�o

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D. EDVALDO G. AMARAL (q) Não são muitos os atores de cinema que professam corajosamente sua fé cristã, sobretudo no ambiente hollywoodiano. Mel Gibson é um desses poucos. Nascido na Austrália, fez carreira e fama nos Estados Unidos, e hoje é uma das estrelas de maior brilho no ambiente cinematográfico americano. Agora ele está filmando - como diretor e ator - na Itália, em Cinecittà (paróquia salesiana de Roma) um filme intitulado The Passion, sobre as últimas horas da vida de Cristo. Modestamente, ele explicou à imprensa italiana - transcrito por ?30Dias? - seu objetivo. Diz ele: ?Fiz apenas uma pobre tentativa de voltar às raízes da fé e de compreender a história.? Um canal privado da televisão italiana perguntou a Gibson: ?Se hoje Jesus estivesse vivo, seria judeu ou palestino? De que lado ele ficaria nessa guerra entre israelenses e árabes?? O popular ator australiano respondeu com ênfase: ?Se Jesus estivesse vivo? Mas é claro que Ele hoje está vivo. Ele não está onde está o ódio. Quero dizer que ali há muitos problemas. Onde o ódio é grande, significa que há uma clara indicação de que há algo de diabólico neste lugar.? Essa é uma visão do mundo e dos homens nitidamente cristã. O cristianismo é a religião do amor. Onde impera o ódio, impera o demônio, pai da mentira e da divisão. O que impressiona e a todos nós nos edifica, é um grande ator de cinema, como Mel Gibson, testemunhar publicamente, através da televisão, sua fé no Cristo vivo e sua confiança no amor que vence tudo; no amor, que terá a última palavra e não o ódio, a guerra, o terrorismo. Até hoje, todas as guerras em que a humanidade se atirou só trouxeram a destruição e a morte. Só geraram mais ódio, mais vingança, e nunca a solução dos problemas que serviram de pretexto para começar uma guerra. A terra sagrada de Jesus, a Palestina, é o melhor exemplo disso. Desde 1948 que os dois povos, filhos de Abraão, se atiram numa guerra sem fim, sem solução aos seus graves e angustiosos problemas. Israel quer uma pátria sem a presença dos árabes por perto, porque acha que Deus deu aquela terra ao seu povo ? que eles conquistaram nos tempos de Josué, expulsando os povos filisteus e cananeus, que ali habitavam. Os palestinos querem conservar a sua, sem dividir com os judeus a terra, que eles conquistaram desde 630 A.D., à força das cimitarras, exterminando os povos que lá encontraram. Mel Gibson tem muita razão quando proclama: ?Onde o ódio é grande, é clara indicação de que há algo de diabólico aí.? Onde há Jesus, o Vivo, há o amor, a paz, a união. (q) É ARCEBISPO EMÉRITO DE MACEIÓ

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