Opinião
O carnaval e a quest�o da seguran�a
Na tarde da última sexta-feira, justamente a poucas horas antes dos eventos, de toda a movimentação, de todas as expectativas, dos preparativos para o carnaval, a população alagoana passou a ter razões para maior preocupação com a decisão da categoria dos policiais civis de manter a operação padrão que já dura mais de vinte dias, com todas as suas consequências. Como noticiou o portal Gazetaweb, com isso, o trabalho nas delegacias segue em ritmo mais lento, mesmo nesse período de carnaval, quando aumenta a demanda na capital e no interior do estado. O objetivo do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) é fortalecer o movimento, mas, por enquanto, não devem deflagrar greve. Os policiais dizem que só trabalham no carnaval com o pagamento de diárias. A entidade espera, até agora, uma resposta do governo. Eles vêm reivindicando piso salarial de 60% dos delegados de polícia e o Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS), além do cartão alimentação, do adicional de periculosidade e do auxílio-transporte. Segundo o Sindpol, na operação padrão, a orientação é que os policiais civis não usem as viaturas caracterizadas e descaracterizadas, pois a categoria não possui o curso preparatório para conduzir veículo de emergência, conforme determina o Código Brasileiro de Trânsito. Os procedimentos policiais deverão ser feitos mediante a Ordem de Missão (OM). Também só devem ir ao local de crime, medidas protetivas, mandados de busca e apreensão somente na presença do delegado de polícia; o delegado deve estar presente na confecção do Flagrante Delito, nas oitivas e para tipificar o Boletim de Ocorrência e todas as intimações deverão ser assinadas pelo delegado. O povo alagoano já viveu em outras épocas como esta, com decisões como essa, com mobilizações e ameaças de greves, não apenas promovidas pelos servidores da Polícia Judiciária, mas também as anunciadas e realizadas pelas entidades representativas dos integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Foi assim no ano passado e em outros. Porém, agora, neste momento, a necessária presença cada vez intensificada de maiores quantidades de policiais à paisana e fardados nas ruas e mais próximas possíveis de nossas comunidades, da capital ao menor e mais distante lugarejo de nosso estado, deveria ser motivo da principal e urgentíssima prioridade das autoridades governamentais. Do governo que desde o primeiro dia de despachos e deliberações não poderia deixar de direcionar maiores atenções, cumprir seus deveres e obrigações com os coestaduanos. Determinando tratamento especial, ações corajosas e positivas, necessárias e inadiáveis, para estancar o crescimento aterrorizante e recordista dos assassinatos e de outros crimes ocorridos ao longo dos mais de sete anos de mandato.