Opinião
SELVAGERIA E BARB�RIE
Os índices de violência de nosso Estado são assustadores e inaceitáveis. Alagoas vive um clima de selvageria e barbárie! Como se não bastasse o sofrimento dos parentes e amigos da vítima pela tragédia com o empresário Guilherme Brandão, assassinado pelo gerente de seu estabelecimento, durante o sepultamento, amigos tiveram automóveis arrombados por bandidos. No mesmo dia em que aconteceu essa tragédia, na manchete da capa da Gazeta de Alagoas lia-se: 2.696 jovens são mortos em dois anos em Alagoas. Esses números foram divulgados pela OAB ? AL. Impressionante! Monstruoso! Mais uma vez, a sociedade alagoana sentiu medo, incerteza e abandono. Será que a OAB teria como investigar quantos destes que contribuíram para a morte de 2.696 foram condenados? A impunidade impulsiona a criminalidade! Socorro, autoridades! Os bandidos estão soltos! As famílias pacíficas alagoanas estão enjauladas em suas residências. Polícia, forças-tarefa e Exército nas ruas já! Medidas emergenciais precisam ser adotadas com altivez e rigor para revertemos este quadro sombrio e vergonhoso. Em manchete deste mesmo veículo de comunicação de 28/02/2014 via-se: Sociedade pede ?basta? na violência! Mata-se e a população se sente agredida. A vida tornou-se banal! A cena chocante e polêmica de um adolescente preso a um poste circulou nas redes sociais. Diante da inércia das autoridades, a população está fazendo justiça com as próprias mãos. Lamentável! Há semanas, li um artigo, aqui na Gazeta, do Ministro do Esporte que dizia: ?Estamos prontos?. Referia-se à Copa. Achei-o muito otimista! Fiquei imaginando: Será que todos os estrangeiros que estão esperando virão? Eu lhes pergunto: Vocês viriam? Quando começarem a pesquisar sobre nosso país, e constatarem nossa assombrosa criminalidade, acredito que muitos desistirão de visitar-nos! É lamentável que nossos empreendimentos sejam inibidos pela proliferação da violência. Será que o governo federal pensa em criar um programa: ?Mais Policiais? e importá-los? Enquanto a omissão de nossas autoridades perdurar, sentimo-nos de mãos atadas, imersos na insuportável onda de selvageria e barbárie.