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Alguns n�meros inquestion�veis

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A presidente Dilma Rousseff homenageou as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no próximo sábado, destacando, na última segunda-feira, durante o programa semanal Café com a Presidenta, o avanço feminino no mercado de trabalho. Na mesma ocasião, ela declarou que metade das vagas de emprego criadas nos últimos três anos foi ocupada por mulheres. ?Foram 2,4 milhões de mulheres que tiveram suas carteiras assinadas. E isso é fantástico, mostra a força das mulheres brasileiras, que não deixam escapar uma oportunidade de trabalhar e melhorar de vida?. Dilma também lembrou que as mulheres também foram beneficiadas no acesso à terra, com 72% das propriedades da reforma agrária registradas no nome da mulher. ?Se a gente considerar as mulheres chefes de família, a participação delas na posse das terras passou de 13% em 2003 para 23% em 2013. São mais mulheres ajudando a produzir alimentos, tomando decisões e conquistando cada vez mais autonomia?. A presidente ressaltou que o governo federal trabalha pelo protagonismo da mulher, que tem um papel central no cuidado com a família e com a casa. ?Por isso, 93% dos cartões do Programa Bolsa Família estão no nome das mulheres. No Programa Minha Casa Minha Vida, a mulher tem prioridade no registro do imóvel. Do total de 1,5 milhão de casas entregues até janeiro deste ano, 52% estão no nome delas?. Dilma explicou que as mulheres também são maioria no acesso às bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), que garante ingresso nas faculdades privadas e contemplação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e aos cursos de qualificação profissional que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) oferece. Seis em cada dez alunos do Pronatec são mulheres. ?Muitas dessas mulheres estão no nosso Cadastro Único e elas recebem o Bolsa Família. Por isso, juntamos o Pronatec com o Brasil sem Miséria e aí oferecemos uma porta de entrada no mercado de trabalho?, disse. Todos esses dados são inquestionáveis. Mas há outros e não poucos indicadores que necessitam de alterações urgentes para que possamos comemorar novas estatísticas positivas alusivas não apenas à população feminina. Mas a todas as famílias, a todas as pessoas, crianças, jovens, adultos, que continuam necessitando de lutas, de maiores esforços, de políticas verdadeiras, para o combate de muitas mazelas decorrentes das crônicas desigualdades sociais.

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