loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Os abusos na Assembleia Legislativa

Ouvir
Compartilhar

A Assembleia Legislativa, com quase dois séculos de existência, e que já teve, não faz muito tempo, 35 integrantes e a Mesa devolvia o que sobrava dos recursos destinados à sua manutenção ao Tesouro Estadual, tem sido uma das mais disputadas no País. Em julho de 2010, por exemplo, já se sabia que 319 candidatos concorreriam a uma das 27 cadeiras ? média de 11,3 candidatos por vaga, de acordo com levantamento feito pelo site G1, que, ao mesmo tempo, mencionava 14,5 mil políticos com pedidos de registro para 111.074 mandatos estaduais no Brasil. Os anais da Casa, as coleções de jornais, de outras publicações, sempre registraram, ao longo de décadas, atitudes dignas, ações e engrandecedoras e das mais exemplares que tanto contribuíram e ainda concorrem para o soerguimento do estado em vários setores, graças aos projetos e outros trabalhos propostos, discutidos e aprovados pelos deputados. Das gerações mais antigas às mais recentes. Infelizmente, também existem registros que jamais poderão ser esquecidos, lastimados e vergonhosos ocorridos ou originados no interior da ALE que, desde os anos 50, tem como patrono Tavares Bastos, uma das mais respeitáveis personalidades políticas da história do Brasil, em todos os tempos. Só os crimes e ameaças de mortes com o uso de armas ali ocorridos, cercos por policiais prontos como se fossem para verdadeiras batalhas, em várias fases da nossa política, bastariam para o povo não vivenciar, não saber mais de ocorrências deploráveis e danosas com a participação dos representantes da coletividade alagoana no mais que secular casarão da antiga Praça da Catedral, hoje Praça D. Pedro II. Como os conhecidos através de persistentes e frequentes denúncias, com a citação de alguns nomes, de desperdícios por demais abusivos de recursos públicos. Cada vez mais sem a devida transparência, condenáveis e injustificáveis. As notícias intermináveis de abusos praticados com as verbas públicas em países como o nosso jamais serão causas de surpresas enquanto houver fatos como os já aqui citados e o registrado, há poucos dias, pelo ?Estadão?, a respeito de Billy, um gato com quatro anos de idade, que foi cadastrado no Bolsa Família como Billy da Silva Rosa, e recebeu durante sete meses o benefício do governo, R$ 20 por mês. A descoberta só ocorrera quando um agente de saúde foi até a casa do bichano convocá-lo para a pesagem no posto de saúde, conforme exige o programa no caso de crianças: ?Mas o Billy é meu gato?, disse a dona da casa ao agente. ?Ela não sabia que o marido, coordenador do programa no município de Antônio João (MS), recebia o benefício do gato e de mais dois filhos que o casal não tem. Os filhos fantasmas faziam jus a R$ 62 cada, desde o início de 2008, quando o chefe da família assumiu o cargo?.

Relacionadas