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Opinião

O EXALAR DAS ROSAS

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?Queixo-me às rosas, mas que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti, ai...?. É bom iniciar o Dia Internacional da Mulher falando das flores, e, é do mesmo modo pensar que a vida é um mar de rosas... nem sempre! A Igreja Católica lançou a Campanha da Fraternidade de 2014, cujo tema é o Tráfico Humano, alertando para os crimes de tráfico de crianças, a exploração sexual e o trabalho escravo. Em pleno século 21, há tantos anos da libertação formal dos escravos, ainda passamos por tantos desideratos. Fala-se em racismo, em necessidade de cotas nas universidades, e o que chama a atenção: a violência crescente contra a mulher. Repousa a necessidade de uma solução urgente. Mas como se chegar até ela? Eficientes programas governamentais, a exemplo do ?Programa de Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial? e o ?Orçamento Mulher?, estimulam a autonomia política feminina. De outra quadra, eclodiram-se vários movimentos. Um deles foi o lançamento da campanha nacional ?Mulher, tome partido?, para incentivar a filiação partidária feminina até 4 de outubro, que contou com a iniciativa de diversos tribunais e organizações federais. E qual a viabilidade dos projetos e desses movimentos se assistimos no dia a dia à exploração laboral e à violência contra a mulher? Nesse contexto, a própria desvalorização da mulher na política, na vida profissional, a desigualdade nos altos patamares, o não reconhecimento nas suas atividades intelectuais, apesar de grandes lutas travadas ao longo dos séculos, a exemplo do sufrágio feminino. O reconhecimento está vindo, devagar, mas a luta é contínua, sempre com o olhar ampliado. A participação na vida pública sofreu avanços inigualáveis. Segundo dados estatísticos, entre 2012 e 2013, a filiação das mulheres em partidos políticos alcançou o patamar de 60%, enquanto que os homens alcançaram o percentual de 36%. Ainda sofremos preconceitos, mas as nossas aptidões não podem ser delimitadas em razão de sexo. A mulher com o seu jeito feminino na política, galgando os maiores cargos da Nação, a mulher galgando cargos de ministras de Tribunais Superiores, uma magistrada de primeiro grau no julgamento de casos de família, a mulher com seu jeito de cuidar e amar os filhos de forma inigualável. Não podemos esquecer que a participação da mulher no cenário político, a posição efetiva e constante nas lutas sociais, fará, sem dúvida, a diferença na concretização da tão almejada independência da mulher brasileira. E que as flores de Cartola possam exalar seus perfumes para um futuro com mais solidariedade e paz.

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