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Mulheres – antigas e novas conquistas

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Neste ano, quando também o povo brasileiro participará de novas eleições, deverão ser lembrados os 87 anos do primeiro voto feminino no Brasil e na América Latina, acontecimento dos mais importantes, principalmente na história das nossas eleições, que teve como palco o Rio Grande do Norte, em 25 de novembro de 1927. Como foi lembrado na Câmara dos Deputados, durante uma sessão comemorativa dos 80 anos do aludido fato histórico, pela deputada Sandra Rosado (PSB-RN), a potiguar Celina Guimarães Viana, a primeira brasileira a votar, abriu caminho para o sufrágio feminino e veio a se tornar ícone da luta pela igualdade política no Brasil. Apesar de seu pioneirismo, os votos de Celina e de outras quinze eleitoras ? que participaram das eleições em 1927 por permissão de uma lei estadual ? foram cancelados pelo Senado no ano seguinte. Porém, o voto feminino terminou sendo institucionalizado no Brasil com o Código Eleitoral de 1932. Segundo a mesma deputada, o maior desafio da mulher naquela época nem era o fato de a lei ser arcaica, mas o preconceito contra a figura feminina. ?Não era atribuído às mulheres o valor que lhe cabia. Ao contrário, não bastasse o fato de que lhes era reservado na sociedade apenas o papel de mãe e esposa, eram sempre submetidas ao jugo de uma figura masculina ? o pai, o marido ou algum homem de sua família?. É importante salientar, juntamente com as homenagens pelo Dia Internacional da Mulher, que comemoramos anualmente em 8 de março e ora prestamos, o acesso às urnas é uma das inúmeras conquistas alcançadas com lutas e sacrifícios pelas mulheres de todas as classes sociais, ao longo de séculos, até com participações em verdadeiras guerras. É incontável a quantidade de mães humildes heroínas, exemplares em atos de bravura, de determinação, de lealdade, de abnegação e de outras qualidades positivas no mundo inteiro. Das povoações rurais às instituições de todos os poderes. Em ocasiões e datas especiais como esta, devemos citar, para as novas gerações, principalmente, personalidades como a médica, líder feminista e ex-deputada alagoana Maria Salgado Lages (Lily Lages), cuja atuação na área política, dedicação em benefício do povo alagoano e participação nas lutas pelos direitos da mulher em nível nacional começaram com a decisão de fundar a Federação Alagoana pelo Progresso Feminino em 1932. Daí a dois anos, e aos 29 anos de idade, ela ingressava na galeria das mais destacáveis mulheres da história de Alagoas, ao sair vitoriosa das urnas para escrever a segunda Constituição Estadual. Com a sua eleição à Assembleia Estadual Constituinte de 1935, com o País vivendo uma etapa das mais conturbadas desde o advento da República.

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