Opinião
Velhas e novas expectativas
A primeira semana depois do carnaval começa com o povo brasileiro ansioso em relação às definições das candidaturas, dos nomes que serão confirmados oficialmente para as disputas nas urnas, em outubro, para a presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados, governos e assembleias estaduais. E, logicamente, desejando que as campanhas, em todo o território nacional, transcorram com as melhores esperanças de paz, de harmonia nas ruas e nos recintos fechados, e também de sorte nas escolhas dos que deverão ser eleitos pela primeira vez ou mantidos nos atuais ou conduzidos a novos cargos. Os eleitores alagoanos estarão entre as pessoas aptas a votar neste ano e são os que mais precisam torcer para que na nova festa da democracia, que vivenciaremos em outubro, sejam vencedores e vencedoras os postulantes com inegáveis serviços prestados à coletividade e conscientizados dos anseios atuais da população. Mais do que nunca, as metas, os planos, as intenções, os projetos dos atuais e futuros detentores de atribuições adquiridas pelo voto popular devem priorizar o combate rigoroso a todas as formas de crimes, de desperdícios e outras modalidades de abusos e absurdos com os recursos públicos. O Estado de Alagoas, especialmente, não pode continuar prejudicado, com os piores índices nas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura e com as crônicos problemas e a carência de verba. Programas adequados à realidade nesses setores essenciais precisam ser implantados de forma eficaz e permanente. Não se pode permitir que uma minoria de pessoas com mandato eletivo façam gastos desnecessários da verba pública, facilitados pelos desleixos de quem fiscaliza. Não podemos permanecer envergonhados com as notícias de Alagoas que têm repercutido no Brasil, devido à manutenção dos humilhantes indicadores sociais, enquanto a Assembleia Legislativa Estadual segue estampada nas notícias de escândalos, devido à má gestão, na aplicação dos duodécimos da Casa, com apenas 27 deputados, em um dos menores e mais pobres estados do Brasil, a ponto de aparecer entre os seis que mais elevaram os gastos com pessoal nos últimos anos, conforme divulgamos na última quinta-feira, com base em um levantamento realizado pelo jornal O Globo.