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Opinião

INDUSTRIALIZA��O DE MULTAS

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É comum afirmar que o Brasil é campeão mundial na criação de impostos. Transportando o assunto para Alagoas, particularmente Maceió, ocorre a industrialização de multas resultante dos veículos que trafegam pelas pistas da nossa capital. Segunda-feira (10), com a inovação imposta pela SMTT nas avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro, com certeza a indústria de multas daquele órgão faturará volume incalculável de reais que sairão dos salários do cidadão. Certamente, os responsáveis pelo setor de trânsito taxarão negligentes ou até mesmo infratores do Código de Trânsito quem usar a faixa azul indevidamente. É sabido que lei é elaborada, aprovada e sancionada para ser cumprida; no entanto, caso a prática demonstre que a norma jurídica ou administrativa não atende aos anseios, resta, unicamente, ser ajustada de acordo com a realidade, ou até mesmo revogada. Como está funcionando o trânsito naqueles locais? Péssimo. Praticamente, congestionado nas duas pistas para os demais carros excluídos da faixa azul. A partir da Polícia Rodoviária Federal em direção a Maceió tem início duas longas filas de veículos até a Praça do Centenário, enquanto isso a faixa azul permanece quase sempre livre, levando em consideração insignificante o número de ônibus com relação ao grande volume de veículos. Como resultado, temos contínuos congestionamentos, irritação dos motoristas, desgaste na mecânica, mais consumo de combustíveis e prejuízo no horário para o trabalho. Tal fato é verdadeiro, pois fizemos o percurso da Polícia Rodoviária Federal até o Cepa; foram contabilizados 75 minutos, não ultrapassando 10 km por hora. Massacres psicológico e físico. Outra falha em detrimento aos taxistas, visto que só poderão usar a faixa azul se estiverem conduzindo passageiros. Perguntamos: porventura, há passageiros nas outras duas faixas aguardando táxis? Sugerimos, mais uma vez, dividir o canteiro que separa as avenidas em tela em duas pistas para utilização dos demais carros. O assunto VLT a ser instalado no espaço físico do canteiro é pura política e utopia. Quem mais está sendo beneficiado é a classe empresarial dos ônibus. Esperamos que a inovação da SMTT não seja semelhante ao Brasil Mais Seguro, que até hoje nas Alagoas não disse para que foi criado, onde o número de assassinatos em nosso estado nos últimos 7 anos ultrapassa os óbitos ocorridos no combate ao narcotráfico na cidade do Rio de Janeiro e até mesmo os que foram mortos nos últimos anos na guerra do Iraque.

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