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Opinião

SABE QUANDO ALAGOAS VAI MUDAR?

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Mudanças só acontecerão quando todos nós, alagoanos ou não, assumirmos a responsabilidade de cuidar do estado, entendendo que isso não depende apenas dos políticos, até porque estes nem sempre possuem compromissos com o coletivo, alguns deles apenas possuem compromissos particulares e familiares e o resultado é que o nosso barco está indo à deriva. Nosso estado precisa e reclama a participação de todos nós, cada um no seu ofício, cada um com sua habilidade! Se não arregaçarmos as mangas para fazermos a nossa parte ? sem nos limitarmos a apenas transferir a responsabilidade de todos os males para os políticos, ainda que a eles pertença a tarefa de administrar ?, estaremos abrindo mão da nossa legitimidade de gerir o que é nosso e correndo o risco de deixarmos Alagoas cada vez pior para os que virão depois de nós. Apontar falhas e, quando muito, indicar soluções, pode até ser fácil, mas há um abismo enorme entre apontar e, de fato, colaborar para a solução dos problemas. Isso porque fazer requer ação, movimento, tempo e poucos são aqueles que desejam sair da sua zona de conforto e se doar em alguma ação para o coletivo. Estamos num ano político, momento decisivo na vida de qualquer comunidade, porque de nossas escolhas dependerão os futuros caminhos e não adianta reclamar depois do que ajudamos a pavimentar. Por isso, não custa conhecer aqueles que estão colocando seus nomes para o referendo popular, analisar a história de cada político, seus votos e suas contribuições para o estado, seja no Legislativo ou no Executivo. O passado é fundamental, pois é ele quem credencia o futuro de cada cidadão, ainda mais daqueles que irão nos representar. Seja qual for o resultado das eleições, não acredito que possamos avançar para melhores índices sem a participação de todos nós, fiscalizando, contribuindo, propondo e atuando com a firme determinação de cuidarmos melhor de nossa casa. A falta de educação contribui para a marginalidade, assim como a falta de emprego e de assistência à saúde nos transforma numa população doente e sem forças para a luta diária de transformar este estado num lugar melhor de se viver. Assim se constrói a cadeia da falência estatal, na minha ótica. Precisamos mudar esse roteiro, pois verbas existem, e não são poucas, mas é preciso competência e honestidade para manuseá-las, senão vão para o ralo, quando não, para os bolsos de alguns! As consequências disso sentimos diariamente na nossa Alagoas! Por isso, como dizia Geraldo Vandré, em canção mais atual do que nunca: ?...Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer...?.

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