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Opinião

Em busca de sa�das

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Dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto per capita de Alagoas (2.485) é o 3° menor da região Nordeste. Índices menores só os dos estados do Maranhão (1.627) e Piauí (1.872). O estudo também apontou que a participação de Alagoas no PIB do país, que era de 0,86% em 1985, caiu para 0,64% em 2000. Os analistas mais atentos da economia alagoana são unânimes: Alagoas perdeu o rumo do desenvolvimento. As controvérsias se referem apenas qual o marco definidor dessa queda. Alguns apontam a não consolidação do Pólo Cloroquímico, como a última oportunidade de um projeto de desenvolvimento que o Estado teve; outros, vão mais atrás e apontam a falta de diversificação de nossa economia, como o fator crucial para o atraso. Existem mais teses no mercado das idéias, mas essas são as duas mais comentadas. Independentemente das razões e/ou erros que possam estar contidos nessas análises, é evidente que o Estado de Alagoas não aproveitou as oportunidades surgidas. Não soube se posicionar, adequadamente, quando as condições eram outras e mais favoráveis. Manteve-se, quase sempre, à margem de projetos de desenvolvimento, fossem eles estimulados pelo governo federal, ou por organismos internacionais. Quando a conjuntura econômica mudou, não soube, o governo do Estado, guardadas as limitações da nossa autonomia, buscar caminhos alternativos. Pelo contrário, de forma atabalhoada, não soube se postar com autonomia frente às políticas que os dois governos FHC tentou impor aos estados. Os exemplos do desastrado Plano de Demissão Voluntária (PDV) e da confusa federalização da Ceal são inegáveis comprovações da ausência de iniciativas conseqüentes no campo da estratégia política para Alagoas. Nos últimos anos, apesar do alardeado apoio do governo federal, quais as ações que podem ser analisadas como promotoras do desenvolvimento? O resultado não poderia ser outro: se os indicadores socioeconômicos já não eram dos melhores, ou pioraram ou melhoraram muito aquém das necessidades da população.

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