Opinião
Energia: entre o sonho e a realidade
Em ótima hora, mais uma discussão de alto nível se desenvolve em Alagoas tendo como mote, dentre outros aspectos fundamentais para o desenvolvimento, a questão energética. Apropriadamente, o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade, durante seminário, em realização, organizado pela Fiea, defendeu maiores investimentos na produção de energia a partir da biomassa, e salientou que ?o Brasil conta com uma das fontes energéticas mais baratas, que é a hidráulica, mas ela não depende apenas de nós para atender à demanda. Como tem chovido pouco, nossos reservatórios estão nos níveis mínimos?. Esta é a plena verdade. Apesar de alguns avanços, nosso país continua freado no quesito energético ? quase revivendo a desastrosa gestão FHC para o setor. Nos últimos anos, pouco tem sido feito para acompanhar o aumento da demanda. E continuamos muito dependentes das chuvas, ao mesmo tempo em que a capacidade dos reservatórios das hidrelétricas continua praticamente a mesma em uma década. O que fazer? Investir em formas alternativas é uma das opções para ampliar as reservas. A biomassa é uma dessas alternativas e ainda segue menosprezada. Mas esses processos opcionais são efetivamente alternativos e não têm como desempenhar outro papel senão o de coadjuvante. É bem-vindo tudo que puder ser amealhado de fontes como a biomassa, a eólica, a solar, a maremotriz e tantas quantas a engenhosidade humana possa conceber. Porém, até prova em contrário, todas juntas não dão para o gasto ? como diz a filosofia popular. As principais fontes de geração energética com condições de dar respostas seguras à demanda das comunidades contemporâneas são a hidrelétrica, a termelétrica e a nuclear. Fora desse trio, não há solução. É aí que mora o problema. Assim como o governo FHC, a gestão Dilma está enredada, deixando-se manietar pela onda retrógrada e preconceituosa das campanhas pela ?energia limpa?. Voltamos ao ponto: enquanto o Brasil se deixar paralisar e/ou retroceder em projetos estratégicos como a Hidrelétrica de Belo Monte, e/ou a retomada dos investimentos na geração nuclear, não há o que discutir, pois os apagões nos serão incontornáveis.