Opinião
CAPELA, MIRANTES E OUTROS
Quando Maceió era um engenho ainda, seu proprietário Apolinário Fernandes Padilha mandou construir na elevação que demandava ao Planalto Jacutinga uma capela dedicada a São Gonçalo do Amarante, seu santo de devoção e primeiro padroeiro do lugar. Todos sabem da nossa história que o engenho virou ?Fogo Morto? enquanto o povoamento ao seu redor ia crescendo, e, mais adiante, a capelinha foi se transformando em Matriz e Nossa Senhora dos Prazeres, sua padroeira. São Gonçalo não perdeu seu prestígio. Tinha seu nicho e não foi esquecido na nova Matriz, hoje Catedral Metropolitana. No topo do Jacutinga, tinha uma construção isolada como depósito de munição. O paiol de pólvora devia estar afastado das habitações, face o risco de explosões. As forças de segurança passam a usar novos armamentos e o paiol não tem mais uso. Reformulam-no e o adaptam à atual Igreja de São Gonçalo, que para lá se mudou com pompas no ano de 1888. Na administração do prefeito Eustáquio Gomes de Melo, em 1940, construíram uma praça num descampado existente em frente à São Gonçalo, colocaram o busto de Rosalvo Ribeiro, um dos maiores pintores alagoanos, e deram o seu nome à nova praça. Atualmente, o local é conhecido por Mirante do São Gonçalo, ou simplesmente Praça do Mirante. É uma pena que tanto os receptivos que para lá vão mostrar aos turistas a bela paisagem que se descortina, como a própria comunidade que assiste à missa aos sábados, não tomem iniciativa de contar nossa história através de cartões postais, com resumo do desenvolvimento da cidade, e não relatem aos que nos visitam ser a igrejinha a mais antiga de Maceió, o que nunca foi. A paisagem já foi mais bonita quando a conservação da Escola Técnica Federal era mais apropriada. Hoje, se vê todo aquele edifício pintadinho, mas nos parecendo com aquela história de um cavalheiro de fraque e todo aparamentado usando, na festa, um chapéu rôto de palha. Trocaram boa parte das telhas por outras novas, destoando das que pelo uso estão sujas. Sugestão de baixo custo para a direção da Escola: mandem lavar para uniformizar e não enfear o visual. Recados à prefeitura: disciplinem o uso de nossas praças e mirantes. A Rosalvo Ribeiro recebe, de uma só vez, perto de uma dezena de ônibus, e o comércio local precisa orientação. Parabéns pelo fechamento da Praça do Centenário aos domingos e sua utilização pelas crianças e comunidade local. Que outras sejam modificadas e se transformem para uso de lazer sadio.