Opinião
Tr�nsito lento, solu��es idem
Espera-se que as coisas tenham melhorado para os usuários de ônibus ao longo da Avenida Fernandes Lima. Para quem transita em veículo particular ? e aí são muitos milhares de pessoas e não uma ?elite? ínfima ?, a situação continua caótica, especialmente nos momentos de pique. A iniciativa de reservar faixas exclusivas para o transporte coletivo é merecedora de aplausos, mesmo que problemas possam ser identificados na execução do plano. O essencial é apostar em políticas públicas que privilegiem a criatividade e a gestão proativa do espaço público ? este é o caminho. Além das superlotadas Fernandes Lima e sua irmã siamesa Durval de Góes Monteiro, outras vias precisam receber, com urgência, atenções semelhantes por parte dos órgãos gestores do tráfego em Maceió. Os terríveis engarrafamentos que congestionam o centro da cidade e áreas de acesso aos bairros mais populosos clamam por gestos de inteligência e ações disciplinadoras. Salvo raras exceções, a maioria dos percalços no trânsito nesses perímetros mais engarrafados têm uma única causa: a utilização desregrada das vias públicas como estacionamento. O exemplo mais clássico desse abuso pode ser encontrado na Rua do Sol, via importantíssima para o trânsito no Centro, usada como estacionamento em duas de suas faixas; ali, sobra apenas a faixa central, pois quem quer estacionar assim o faz a qualquer hora dia, na faixa da direita e/ou na faixa da esquerda ? sem nenhuma preocupação, cabendo aos mais ?educados? a gentileza de deixar o sinal de alerta ligado. Noutros locais do mundo, como na velha Londres, basta a pintura de uma faixa dupla paralela ao meio-fio como aviso: ?Não estacione aqui!? ? essa simbologia elimina qualquer dúvida sobre a sinalização, eficiência naturalmente acompanhada por uma fiscalização rigorosa, garantindo ao estacionado sobre a dupla faixa uma bela multa. E aí o trânsito flui, mesmo com milhares de carros sobre velhas e apertadas ruas medievais. O transitar cotidiano não é acompanhado pelo poder público na imensa maioria das vias da capital alagoana. ?Via de regra?, como se dizia antanho, trafega-se em Maceió sob o descaso mais completo.