Opinião
Preju�zos adicionais por conta da �tica eleitoreira
Toda preocupação em relação à Petrobras é positiva, afinal ela não só é um patrimônio de grande importância histórica como é a principal empresa brasileira ? e perfeitamente inserida na grande economia global. Usar a Petrobras nas batalhas políticas/eleitorais também não é novidade. Mas algum cuidado com essa utilização seria o melhor para todos. Há alguns anos, apoiados em percalços reais sofridos pela grande empresa, oposicionistas e privatistas unem-se em turbinar as ocorrências negativas, buscando a todo custo transformá-las em escândalos bombásticos. Este é o caso do prejuízo alegado com a operação de compra da refinaria de Pasadena. Prejuízo e lucro são duas faces da mesma moeda, são elementos típicos de toda operação comercial e sobejamente conhecidos desde antes do capitalismo. Não existe moeda de um lado só. Quanto maior a empresa, maiores são as oportunidades e os riscos. Como têm se posicionado economistas isentos da paixão eleitoreira que grassa no Brasil desses dias, a negociação da refinaria americana pela Petrobras precisa ser analisada pela ótica do momento no qual a operação original foi realizada. Como o nome bem diz, a maioria das operações realizadas no setor petrolífero é de contratos de risco e não se ganha todas. O prejuízo apontado para a Petrobras deve ser avaliado, em primeiro lugar, segundo essa perspectiva temporal: o que era, naqueles dias, o empreendimento. Em segundo lugar, precisa-se checar se os procedimentos foram os recomendados pelos protocolos típicos do mercado de petróleo no mundo. Cláusulas como ?Put Option? e ?Marlin? são distintas, legais e legítimas, usuais nesse ambiente negocial, mas têm sido descritas pela mídia oposicionista como se fossem instrumentos criminosos. Se houve, qual o erro real, e de quem nesse processo? Infelizmente, o interesse de grupos econômicos e políticos, que estão fazendo ?das tripas coração?, para desgastar Dilma Rousseff está falando (muito) mais alto e, na prática, ampliam os danos sofridos pela Petrobras por conta dos movimentos naturais da economia globalizada, criando obstáculos desnecessários, movidos por mero objetivo eleitoreiro.