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Opinião

A OPLIT � NOSSA

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No dia 28 de março de 2008, o site Gazetaweb divulgou: ?O diretor-geral de Polícia Civil, delegado Marcílio Barenco, extinguiu na tarde desta sexta-feira o patrulhamento de Operações Litorâneas (Oplit). De acordo com Barenco, a medida vai permitir o remanejamento de cerca de 50 policiais, aumentando o efetivo nas delegacias de Alagoas, principalmente no interior. A decisão foi tomada numa reunião com o Secretário de Defesa Social, Paulo Rubin. Ainda de acordo com Barenco, na próxima semana o patrulhamento ostensivo deverá ser feito por equipes da Polícia Militar. A notícia foi recebida com surpresa pelos policias que estão lotados na sede da Oplit, localizada na orla de Maceió. Eles ainda não foram informados para onde serão encaminhados. Os policiais de plantão estão impossibilitados de atender qualquer chamado da população, pois o patrulhamento está sem a viatura, que foi recolhida agora há pouco pela direção da Polícia Civil?. Há alguns dias, o governo do Estado (do qual Paulo Rubim era secretário) trouxe de volta, com estardalhaço, a Oplit, criada pela nossa gestão à frente do governo do Estado, em 2000, quando secretário de Defesa Social, Antonio Arecippo. O objetivo da Operação era não apenas atender ao turista, como à população de outros bairros que procuram as praias para lazer e descanso. Passados seis anos, e muitas mortes e assaltos depois, o governo tucano reconhece o erro e referenda que a nossa estratégia de segurança era a mais correta. No afã de pôr em prática a ?política da terra arrasada?, o governo que assumiu em 2007 promoveu o desmantelamento de todo aparato policial militar e civil e mergulhou Alagoas nas trevas da violência. A Rede Globo mostrou, no último domingo, o que havíamos revelado em artigo publicado aqui na semana passada: Maceió é a cidade mais violenta do País. Para atingir esse patamar, o governo do Estado extinguiu (pasmem, senhores!) a Polinter (Polícia Interestadual ? que poderia estar combatendo as explosões de caixas eletrônicos), a Delegacia de Roubos e Furtos (tanto a de Maceió quanto a de Arapiraca), a Delegacia de Defraudações, a Delegacia de Meio Ambiente, a Delegacia de Turismo e os PM Boxes espalhados por vários bairros. Há, contudo, uma lógica perversa nisso: o governo trouxe, inicialmente, para assumir a Secretaria de Defesa Social, o general Sá Rocha, egresso da ditadura militar, e hoje denunciado como um dos articulistas do atentado do Rio-Centro. A democracia foi contaminada pela truculência incompetente. Estamos pagando um preço alto por isso.

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