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Opinião

Mudan�as necess�rias na luta contra o crime

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Já não deveria ser cedo para termos a comprovação de que a reportagem do Fantástico calou fundo nos corações e nas mentes dos responsáveis pela segurança pública em Alagoas. Afinal, bem antes daquela matéria que nosso estado figura com destaque terrivelmente negativo nos rankings da violência e do crime. É fato que o desconhecido instituto mexicano que produziu a pesquisa pode ter cometido falhas na conceituação e mesmo na tabulação de dados, providencialmente jogando para além das fronteiras mexicanas o horror assassino implantado pelos traficantes nas regiões limítrofes de seu país com os Estados Unidos. Pode ser que esses procedimentos tenham afetado a colocação de todas as outras cidades na tabela classificatória. Mas é fato que há anos, praticamente ao longo de uma década, a realidade de insegurança pública só tem feito se deteriorar em Maceió, em Alagoas e no Brasil. Este é que é o grave, e incontornável, problema. As péssimas colocações nos rankings deveriam servir apenas para tocar nos brios das autoridades, e da população ? que precisa cobrar mais e mais. Mas, infelizmente, parece que o caos está a se banalizar. Urge mudar as políticas, alterar os comportamentos e procedimentos. Um novo foco, estadual e nacional, precisa ser adotado. A ousadia das quadrilhas organizadas no Rio de Janeiro, enfrentando à bala, reduzindo a cinzas os postos das badaladas Unidades da Polícia Pacificadora, reafirma que, independente da posição de cada cidade nos rankings de insegurança pública, essa é uma tragédia contemporânea brasileira. E exige respostas muito maiores e mais amplas que o envio de um ou outro destacamento da Força Nacional para os locais mais comprometidos. As respostas, no curto prazo, não advirão dos programas sociais ? estes precisam ser ampliados e darão frutos no futuro. Mas o presente precisa ser enfrentado de acordo com a realidade e não em sonhos, e para tanto se faz necessária essa mudança radical em termos de políticas e ações policiais. O combate não pode ser postergado e necessita ser travado de outra forma, pois os atuais modelos comprovam-se falidos. Aqui e no resto do Brasil.

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