loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

COMO A SEGURAN�A PRIVADA PODE SALVAR OS ALAGOANOS

Ouvir
Compartilhar

Poucos alagoanos acreditam que uma solução para a segurança pública no estado possa sair das urnas em outubro deste ano. Desde 2012, Estado e União dedicaram R$ 210 milhões ao setor com resultados tragicamente aquém do esperado. Os dados disponíveis indicam que há um problema de natureza institucional não resolvido. Assim, trocar profissionais de cargos emaranhados em um arranjo vicioso é medida temerária. O argumento não é novo. O historiador e economista da Universidade de Columbia Murray Rothbard defendeu em sua obra que a máquina estatal funciona sob a pressão de incentivos nocivos: a ausência do principal motor de um mercado livre, os consumidores, facilitaria excessos e desvios morais de governantes e burocratas. Mas nem tudo estaria perdido, dizia Rothbard. O fracasso de instituições estatais problemáticas poderia provocar centelhas talvez inesperadas de engenhosidade humana. O historiador constatou, por exemplo, que a polícia ferroviária privada americana conseguia ser mais eficaz que as forças públicas de segurança: ?As prisões feitas pela polícia ferroviária ? que, na época do maior estudo já feito sobre suas atividades, no início da década de 1930, totalizavam 10.000 homens presos ? resultaram em uma porcentagem de condenações muito mais alta ? variando de 83% a 97% ? do que aquela atingida pelos departamentos de polícia convencionais? (For a New Liberty, 1973). Em Maceió, vemos um fenômeno interessante de crescimento de associações voluntárias a prestarem serviços de segurança. Nos últimos dez anos, a ocupação de porteiro e vigia privados cresceu quase 100% (Dataviva, 2014). Será que compreendemos por quê? O que faria com que um condomínio se tornasse uma ilha de segurança em meio a ruas desastrosamente protegidas pelo governo? Naturalmente, o dono de uma propriedade privada tem mais motivos para dela cuidar do que o dono de uma propriedade ?de todos e de ninguém?. A história e os dados recentes apontam para uma possível solução a um problema que nos atormenta tanto: a descentralização da segurança pública, as polícias de bairro e as associações de segurança privadas. A sociedade civil pode organizar-se para tanto e conta com os recursos de redes sociais e aplicativos inovadores para isso. Infelizmente, cruzar os braços é negligenciar a própria vida. Agora, está na mão do cidadão alagoano cuidar da própria segurança.

Relacionadas