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Opinião

AO ILUSTRE AMIGO ANTHONY LEAHY

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Há pessoas que passam pela vida e simplesmente desaparecem, quais andorinhas migrando para distantes plagas. Outras, como larvas de vulcão em erupção, petrificam o solo onde pisaram, perpetuando sua existência, imortalizando-se. Estou me referindo ao ilustre amigo Anthony, que, como o meu inesquecível Cícero, petrificou o solo onde nasceram, impregnando-o de bons exemplos, honradez e dignidade! Ortodontista competente e carismático, foi responsável por grande parte de uma geração de belos sorrisos. O querido dr. Anthony de seus inúmeros clientes adolescentes era igualmente estimado e admirado pelos pais dos mesmos. Pai e marido exemplar, compartilhou com Iana na primorosa educação de seus filhos: Sandrinha, Ivana, Sérgio e Ianinha, que difundiram e honraram seus brilhantes passos. Nas últimas duas décadas, Cícero e eu tivemos a satisfação de tê-lo mais próximo, pois moramos no mesmo prédio, sendo vizinhos ?de porta?. Recordo-me, quando nas festas de Natal e Ano-Novo, vinha o elegante casal com aquela fidalguia que lhe era peculiar, abraçar-nos e partilhar as festividades com nossa família. Certo dia, descemos juntos no elevador. Cícero o convidou: vamos viajar? Anthony respondeu: se for para a Irlanda, aceito a proposta. Iana se animou. Na mesma semana, traçamos o roteiro. Um mês depois, estávamos curtindo as belas paisagens da Escócia, a sempre querida Inglaterra e os encantos da Irlanda, país de seus ancestrais Leahy, onde o objetivo era a pitoresca cidade de Cork. Foram dias inesquecíveis. Sempre presente na enfermidade de meu amado Cícero, suas visitas eram marcadas pelo bom humor. Eles trocavam fatos pitorescos que muito os levavam a rir! Versátil e sensível, contribuiu com a literatura alagoana com seus belos textos e poesias nas obras: Divagações e Devaneios. Nelas refletiu sua autobiografia. Destacava o amor pela natureza, pela família e por sua querida Penedo, todos pontilhados nos bons princípios e retidão de seu caráter. Disse ele: ?(...) há pessoas que não passam simplesmente pela vida. Ao contrário: marcam de tal modo suas presenças que nunca podem ser esquecidas...?. Queridos Iana, filhos e netos, conheço bem os sentimentos que os cercam. A dor e a saudade serão eternas. A certeza do amor recíproco entre vocês será o baluarte que os apoiará nesta difícil trajetória. Minha admiração e saudades do ilustre amigo Anthony Leahy.

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