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Opinião

MUDAR DEPENDE DE N�S

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O Ministério da Justiça já considerou Alagoas um dos estados mais tranquilos do Brasil. Mas isso foi antes da gestão tucana transformar nossa terra num dos lugares mais violentos do mundo. O que havia sido estruturado aqui em segurança pública, durante nossos dois mandatos como governador, foi desmontado arbitrária e irresponsavelmente a partir de 2007, quando o atual governo assumiu. Criamos as Deplans 1,2 e 3, triplicamos o efetivo da Polícia Civil e aumentamos, via concurso, os integrantes da Militar e Corpo de Bombeiros; instalamos ainda a Delegacia Interativa, a Delegacia de Defesa da Mulher e a Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente. Um batalhão da Polícia Militar foi implantado na orla lagunar, uma companhia da mesma PM instalada em Cruz das Almas, além disso, construímos presídios. É bom lembrar que, após uma reunião da direção da Polícia Civil com o judiciário, surgiu o Núcleo de Combate ao Crime Organizado. O combate a esse tipo de crime passou a ser sistemático com redução significativa no número de ocorrências. O governo, paulatinamente, desarticulou o que funcionava bem, quando não, simplesmente extinguiu. Foi o caso da Oplit (Operação Litorânea) ? abordado em artigo anterior ?, extinta em 2008 e que governo traz de volta. Trata-se de uma jogada de marketing, mas tal jogada, notadamente o vácuo provocado pela extinção da operação, custou vidas. As ações de desmonte do Estado foram, infelizmente, articuladas. O governo do Estado acabou com a Secretaria de Esportes e reduziu drasticamente os investimentos no setor ? é triste ver jovens garimpando tostões para conseguir passagens e hospedagem no intuito de representar Alagoas em competições nacionais, já que o poder público simplesmente ignora os pedidos de ajuda. O desastre na Educação ? tão bem mostrado em Caderno Especial deste jornal ? privou crianças de escolas e as jogou, por assim dizer, nos braços da marginalidade. Como é perceptível, uma equação perversa cuja incógnita estamos conhecendo agora. É quase uma década perdida; um retrocesso que vai exigir de todos nós, alagoanos, denodo no sentido de recuperar o que se perdeu e, a partir daí, lutar para voltarmos a crescer. Estamos nos referindo aqui à maioria, já que uma minoria de privilegiados e apaniguados torce para que tudo continue da mesma maneira. A possibilidade de mudar o status quo depende de cada cidadão que quer de volta um dos lugares mais tranquilos do Brasil.

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