Opinião
Investiga��es, sim, sem manipula��es
Apesar dos festejos apopléticos da mídia amiga, as primeiras pesquisas de março ainda não respondem positivamente ao imenso esforço de manipulação da opinião pública contra o favoritismo de Dilma Rousseff. As várias penas oposicionistas escrevinharam freneticamente quando da divulgação da enquete promovida pelo Ibope/CNI, cujos resultados apresentaram uma queda de sete pontos percentuais na aprovação do governo Dilma num comparativo entre novembro de 2013 e março de 2014. De fato, nessa pesquisa está indicado um rebaixamento razoável, mas nada ainda comparado com os momentos pós-quebra-quebra desencadeados em junho de 2013 refletidos em compreensíveis 31% nos estudos realizados em julho do ano passado pela mesma dupla. A coleta de dados realizada no mês passado, não por coincidência, tomou como base os momentos de auge das denúncias contra a Petrobras ? e, em verdade, todos esperavam aferir um tropeço bem maior. Não resta dúvida que a presidente tem sido alvo de um dos maiores bombardeios concentrados pela chamada grande mídia nos últimos tempos. Entre questões merecedoras de debate e factoides descarados, os veículos de comunicação sediados no eixo Rio/São Paulo, em perfeita articulação, não dão tréguas em suas campanhas dirigidas contra a reeleição de Dilma Rousseff. Tamanho volume de informações direcionadas, indubitavelmente, resultará em pontos a menos nas pesquisas vindouras. Isto é um fato. Nenhuma cidadela resiste tanto tempo a tão intenso bombardeamento sem que ações ousadas e corajosas possam resultar em contra-ataques dos sitiados. A iniciativa de protocolar uma CPMI complementar à sua congênere focada na Petrobras é uma dessas ações dignas de nota. Afinal, por que não aproveitar o bocão escancarado da mídia amestrada para colocar na goela vociferadora denúncias ainda mais cabeludas que o mau negócio de Pasadena? O ?Trensalão? de São Paulo é um desses assaltos ao erário que Tucanos áulicos torcem para colocar fora da pauta. A hora é essa. Que se apure tudo sem distinção de siglas partidárias. Por falar nisso, por que não cobrar resultados sobre o inquérito dos 450 quilos de cocaína apreendidos num determinado helicóptero mineiro?