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HUMBERTO MARTINS * Para os que costumam ser radicais nos seus conceitos sobre economia, sobre o qual o modelo é mais conveniente para consolidar e acelerar o progresso do país, a pauta de exportações é uma lição valiosa. Lá estão presentes produtos de empresas públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, dos mais distintos ramos, sugerindo que o mais importante não é a modalidade de empresas e sim a maneira de conduzi-las e administrá-las. O fato mais importante no setor de exportações ? um dos aspectos mais positivos da atual etapa ? é que a Companhia Vale do Rio Doce ultrapassou em 2003 a Empresa Brasileira de Aeronáutica, Embraer, assumindo a posição de segunda maior exportadora, de acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento. A Petrobras é a líder das vendas externas, com número que representam 6% do que foi exportado ano passado. O decesso da Embraer não é uma novidade, pois no ano passado já perderá o primeiro lugar para a Petrobras. Pode ser atribuído à crise na aeronáutica, em todo mundo, agravada pelos incidentes relacionados com as torres gêmeas de Nova Iorque e seus desdobramentos. Mesmo perdendo posições, a Embraer ainda é uma grande força entre as empresas brasileiras. Exportou US$ 2,007 bilhões em 2003 e US$ 2,395 bilhões em 2002. A Vale do Rio Doce faturou em exportações, ano passado, US$ 2.033 bilhões, registrando considerável avanço sobre o movimento de 2002, que foi de US$ 1,793 bilhão. A General Motors também fortaleceu sua posição, saltando da oitava para a sétima posição, ultrapassando um degrau a Companhia Siderúrgica de Tubarão, cujas vendas para o exterior tiveram uma pequena queda. Com o se sabe, a Embraer produz aeronaves, a General Motors, veículos, e a Vale e a Companhia Tubarão, minério. São as quatro empresas e muitas outras, que dão demonstrações da capacidade brasileira de concorrer no mercado internacional, gerando divisas, pagando tributos e proporcionando emprego a milhares de pessoas. Pela primeira vez na história das exportações, no mês de janeiro, o Brasil remete ao exterior mercadorias em valor superior a US$ 5 bilhões de dólares, o que é uma perspectiva de bom desempenho para todo o ano que agora se inicia. O movimento de janeiro significa um aumento de 20% sobre a média de exportações do ano passado, o que é um número considerado excepcional. Mesmo os mais otimistas não admitem que o Brasil realize aumentos no setor de exportação na ordem de 20%, apenas de um ano para o outro. Para o ministro Luiz Fernando Furlan, no Desenvolvimento. Indústria e Comércio, o país deverá crescer suas exportações são de US$ 58 bilhões, desenhando-se um saldo em torno de US$ 22 bilhões, menor do que no ano passado, quando foi de US$ 24,824 bilhões. Os números das nossas exportações demonstram a capacidade das empresas brasileiras em competir no comércio internacional, ampliando divisas e, sobretudo, gerando novos empregos com desenvolvimento econômico e social. (*) É DESEMBARGADOR DO TJ/AL

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