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Opinião

REFLEX�ES

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Viver e saber conviver é uma arte para poucos, pois nem sempre vivemos como devíamos e nem convivemos, justamente porque não nos conhecemos e nem ao próximo. Vida longa e de qualidade é privilégio de quem vive e convive durante sua passagem por esse planeta, pois todos nós somos fortes o bastante e podemos ir muito mais longe do que imaginamos. Temos que acreditar que a vida tem o seu valor e que cada um de nós tem valor diante da vida vivida. Nasceu no dia 09 de maio de 1915, na Rua Augusta, em Maceió (Centro), filho de Joaquim de Carvalho Novaes e de Maria de Medeiros Novaes, filho único. Sua infância foi passada em Maceió e São Miguel dos Campos. Estudou no Colégio Diocesano, indo depois para Recife-PE, sendo internado no Colégio Nóbrega. Em 1938, concluiu o curso de Engenharia Química, na Escola de Engenharia de Pernambuco. Em 12 de junho de 1944, casou-se com Fernanda Pinto de Novaes, com quem teve três filhos: Heyder, Édson e Maria de Fátima, que multiplicaram-se em netos e bisnetos. Dedicou grande parte de sua vida ao Instituto do Açúcar e do Álcool, além de ter sido proprietário rural e pecuarista em União do Palmares, com a Fazenda Taquarana. Foi um autêntico cristão-católico e de uma fervorosa fé. Foi uma pessoa que viveu bem e soube conviver. Foi respeitado e soube respeitar. Foi uma pessoa do bem e que sempre ajudou o seu semelhante. Estou a falar de Luiz de Medeiros Novaes, ou Dr. Novaes, primo de meu pai e meu padrinho de batismo, falecido em 31 de março. Quando ainda criança, sonhava em possuir uma bicicleta, mas não podia, visto que meus pais não tinham condições. Certo dia o meu padrinho, tio Novaes, como sempre o tratei, foi até a nossa casa, na Av. Siqueira Campos, 1498, no Bairro do Prado, nesta capital, nos visitar, como de costume, ocasião em que me presenteou com uma bicicleta, de segunda mão, mas bem conservada. Foi a realização do meu sonho de criança. Ele ainda colocou o meu pai como funcionário do Instituto do Açúcar e do Álcool, onde lá foi aposentado, deixando de ser comerciário nesta capital. Foi uma pessoa que agradou a todos que tiveram o privilégio do seu convívio, com delicadeza e maestria. Também gostava de escrever poesias, tratando de temas diversos, como bem afirmara: ?Quando componho as quadras, esqueço perturbações, a vida fica parada, começam as ilusões?. Os filhos compilaram parte de seus escritos e editaram o livro Reflexões. Ao padrinho e amigo, a minha eterna gratidão por tudo que fez e pelos exemplos deixados.

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