Opinião
O CAMINHO DA CRUZ
?Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.? (Mateus 16.24) Essas são as palavras de Jesus para aqueles que querem seguir os seus passos. São palavras animadoras? Humanamente falando, não! São palavras que não garantem nenhuma segurança. Pelo contrário, o caminho da cruz é marcado pelos perigos da estrada: assaltos, perseguições, sofrimentos, incompreensões, abandono e morte. A mesma morte que Cristo sofreu. A cruz da negação de si mesmo e dos próprios interesses e a morte para o mundo e as suas falsas riquezas e glórias. Dietrich Bonhoeffer, em seu livro ?Discipulado?, diz: ?Quem se torna propriedade de Cristo deve submeter-se à cruz. Tem que sofrer e morrer com ele. Quem recebe a comunhão de Jesus Cristo tem que morrer a graciosa morte do Batismo. Isso é o que faz a cruz de Cristo sob a qual Jesus coloca os discípulos. A cruz de Cristo foi dura e pesada; o jugo de nossa cruz, porém, é suavizado pela comunhão com ele. A cruz de Cristo é aquela única e graciosa morte no Batismo; nossa cruz, para a qual somos chamados, é o morrer diário no poder da morte consumada de Cristo. Assim, o Batismo torna-se o recebimento da comunhão da cruz de Jesus Cristo (Rm 6.3s; Cl 2.12). O crente irá parar sob a cruz de Cristo.? (p.145) Com o Batismo iniciamos o caminho de Cristo, o caminho da cruz, que não é largo e nem fácil, mas que é o único caminho verdadeiro. Mas, se o caminho é perigoso e cansativo, o que nos anima é que não seguimos sozinhos, Cristo caminha conosco e nos conforta: ?Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.? (Mateus 11.28-30) Por fim, fiquemos com as palavras de ânimo e vida que nos transmite o apóstolo Paulo para a nossa caminhada de fé: ?Muitas vezes ficamos aflitos, mas não somos derrotados. Algumas vezes ficamos em dúvida, mas nunca ficamos desesperados. Temos muitos inimigos, mas nunca nos falta um amigo. Às vezes somos gravemente feridos, mas não somos destruídos. Levamos sempre no nosso corpo mortal a morte de Jesus para que também a vida dele seja vista no nosso corpo. Durante a vida inteira estamos sempre em perigo de morte por causa de Jesus, para que a vida dele seja vista neste nosso corpo mortal.? (2ª Coríntios 4.8-11)