Opinião
MADRI, CIDADE GRANDIOSA E ALEGRE!
Cheguei a Madri numa tarde ensolarada que mais realçava seu casario antigo de janelas gradeadas e a beleza de seus palácios suntuosos que guardam a origem mesclada de seu povo. Romanos, mouros, godos formaram essa gente aventureira e corajosa que um dia adentrou os mares longínquos em busca de terras até então desconhecidas, estendendo o reino espanhol pelos cinco continentes. Durante 800 anos, o sudoeste da Espanha foi dominado pelos mouros, árabes, que deixaram suas marcas na arquitetura e na civilização da área que subjugaram. Hospedei-me no Hotel Preciados, no centro da cidade, numa rua pietonal, vizinha à Callao, à Gran Via, rua principal do Centro, da Rua Preciados que nos leva à famosa Porta do Sol que marca o centro geográfico de Madrid. Facilmente alcançava os principais lugares turísticos com a minha cadeira. Mapinha da cidade na mão e lá ia eu visitar todos os lindos pontos turísticos. Comecei pela Praça Cibeles com sua magnífica fonte e vários edifícios, alguns públicos, com suas fachadas lindamente esculturadas. Fui depois até a Porta do Sol, seguindo pela Rua Preciados, cujas lojas e galerias nos surpreendem com artigos variados e atraentes. A Porta do Sol foi construída no século 19 e está sempre cheia de gente: há muitos bares, restaurantes baladas por lá e o espanhol gosta de frequentá-los. Eles têm o hábito peculiar de tomar café às 11 horas, almoçar às 16 e jantar às 22, assim as ruas estão sempre cheias nesses horários. Outra característica que nos surpreende nesse lugar é a exibição de pessoas caracterizadas de figuras lendárias ou extravagantes que aí se postam, imóveis, em difíceis atitudes, durante longo tempo com a finalidade de nos surpreender e esperar que ponhamos dinheiro numa caixa colocada perto delas. E são incríveis! Vi um homem semelhando estar todo sujo de lama, perto de uma moto tombada, também lambuzada, suspenso só pelas mãos com o corpo no ar, na horizontal, como se tivesse sofrido um acidente e ficasse naquela posição infinitamente! No dia seguinte, peguei um táxi, deixei a cadeira consertando numa casa especialista na matéria e fui dar uma volta de táxi. O motorista era equatoriano, muito simpático, e me levou para ver uma parte antiga de Madri que eu não conhecia: o bairro de Carabanche, distrito à parte que data do século 13 onde fica um velho templo que foi a paroquia do povoado, mas com o despovoamento no século 15, passou a ser uma ermida, Santa Maria la Antigua. A arquitetura é estilo mudéjar e é o mais importante da comunidade.