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Quais s�o os verdadeiros desafios da Petrobras?

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Estimulados até pelo eterno interesse de privatização de estatais valiosas a preço de banana, grupos expressivos da grande mídia amestrada nacional em aliança com as oposições ao governo federal, bombardeiam pesadamente a Petrobras. O massacre midiático e partidário, em ritmo alucinado, teve como fato novo o adesismo de parcela da chamada ?base aliada? que, como forma de pressionar Dilma Rousseff para obtenção de benefícios extraordinários, subscreveu a CPI da Petrobras. Requentando o caso do prejuízo sofrido na compra da refinaria de Pasadena (Texas, EUA) o ritmo imposto, desde então, é de histeria pura. O irônico na atual situação é o fato de que o mais agressivo dos veículos de comunicação dentre os que combatem o governo federal não dá a ?carga toda? no casso Pasadena... simplesmente porque seu principal executivo, à época representando outra empresa no Conselho da Petrobras, participou ativamente de todo o processo hoje denunciado. Com as mãos atadas para esse episódio, a solução para a citada mídia seguir bombardeando é apontar para ?o aparelhamento [partidário]? como o principal problema da Petrobras. Tamanho é o oportunismo e tão medonha é a carga de manipulação das informações que, na atual altura do campeonato, não se consegue mais distinguir direito o objeto das denúncias. Ora é o prejuízo tomado em Pasadena, ora é o ?aparelhamento?, ora é a refinaria de Pernambuco (ops: aí, parte da turma não quer ir adiante porque alcançaria o novel oposicionista Eduardo Campos!), ora é... qualquer coisa que sirva para ferir dois coelhos com a mesma saraivada de balas, ou seja: reduzir o favoritismo eleitoral de Dilma Rousseff e reduzir mais ainda o preço das ações da Petrobras. Apesar de arranhado num primeiro momento pelas garras afiadas e longos bicos das aves de rapina de plantão, uma das causas reais do esvaziamento do caixa da Petrobras tem sido deixado de lado dentre os alvos principais: a orientação da estatal em não aumentar o preço dos combustíveis ao consumidor. Aí falta coragem a esses grupos ?valentes? para assumirem que, se voltarem a dirigir a Petrobras, o preço dos combustíveis irá pelos ares. Apontar para Pasadena e/ou para o ?aparelhamento? é mera cortina de fumaça.

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