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SEGURAN�A P�BLICA, CALCANHAR DE AQUILES

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É um principio constitucional outorgado ao Estado prestar segurança a todo brasileiro, usando desta forma meios possíveis e imaginários para o cumprimento desse ordenamento jurídico. Em Alagoas, já passaram em menos de 8 anos nomes de destaque à frente da Defesa Social, inclusive com o programa Brasil Mais Seguro. Nada resolveu. A matança e os assaltos aos estabelecimentos bancários ocorrem quase todos os dias. O número de óbitos por assassinatos cresce assustadoramente. Não há mais em quem confiar. Ultimamente, os meios de comunicação anunciam substituições nos comandos da segurança pública. Cada um chega com as melhores intenções de oferecer paz à população. Número de órfãos e viúvas cresce diariamente. Se comprimirmos as páginas dos nossos jornais que relatam os delitos e casos de polícia, certamente jorrará sangue. Só Deus poderá apiedar-se e equacionar este quadro jamais visto antes nas Alagoas. A verdade é que há fatores que têm obstaculado o bom funcionamento da mesma. Enumeremos alguns óbices. Primeiramente, a deficiência de efetivo das polícias Civil e Militar, considerando Alagoas ter 3 milhões de habitantes, e, deste total, 1 milhão em Maceió; ausência de planejamento estratégico; inexistência de armas e viaturas modernas; integração entre os órgãos da segurança pública; liberdade de ação para cada comandante e chefe de Polícia Civil; vulnerabilidade no policiamento ostensivo de ruas e rodovias; remuneração digna, visto que apenas em abril do próximo ano um militar irá receber como subsídio três mil e trezentos reais; enquanto isto, morre o burro e quem o tange; finalmente, retornar às origens secretário de Segurança Pública coadjuvado por Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, sem interferência de outrem, senão do governador. Mas, como o tempo é escasso e dificilmente as deficiências serão solucionadas a curto ou médio prazo, de qualquer sorte dr. Diógenes Tenório, habilidoso com o manuseio judicante à toda prova, dentro da sua singeleza, humanidade e cultura jurídica poderá amenizar a problemática que inundou nestes últimos anos nossa segurança. Caso suja qualquer mal tempo no caminho do novo secretário, restará ainda ao governador recorrer a um representante do Poder Legislativo e, por último, alguém do Poder Eclesiástico.

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