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A Petrobras em seu calv�rio pol�tico

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Nesta Semana Santa, a crucificação da hora, no Brasil, flagela a Petrobras. Não sendo a estatal uma santidade e apenas uma gigantesca empresa trabalhando numa das áreas mais estratégicas do mundo contemporâneo, poder-se-á garantir que ela não estará isenta de pecados. Resta saber quais são e a gravidade de cada um. Mas, seguramente, é oportunista a paixão que move os denunciantes da gigante brasileira. Move-os os interesses pela manipulação político-eleitoral e pelo enfraquecimento da maior empresa brasileira. A campanha pela fragilização da Petrobras é estratégica e visa não só sua subjugação aos interesses dos grandes especuladores. E de nada ajuda a Petrobras certas vacilações e timidezes em responder às críticas a ela dirigidas. Sua direção e o próprio governo federal, representante dos interesses do Estado no comando da empresa, precisam ser mais claros, mais diretos, mais duros ao apresentarem seus dados e suas explicações, inclusive punindo exemplarmente os responsáveis por malfeitos (devidamente apurados). O maior exemplo de como um problema pode ser ampliado e deformado está na questão da refinaria de Pasadena. Os gestores estão se deixando enredar pelos jogos de palavras e, em vários depoimentos ao Congresso e à imprensa, permitem que o prejuízo parcial da operação seja confundido com um dano definitivo (desconsiderando a recuperação paulatina do empreendimento) e não conseguem esclarecer que, no momento no qual foi fechado, o negócio no Texas não só era bom, como era disputado ferrenhamente no mercado internacional, sendo tão importante que o próprio governo dos Estados Unidos usou da espionagem e da abordagem aberta à Petrobras para garantir-se das ?boas intenções? da empresa brasileira em adquirir uma refinaria daquele porte em pelo território americano. Por diversas razões de mercado, a maré virou e o negócio, depois de fechado, deu para trás causando prejuízo considerável, porém temporário. Mas o espírito de linchamento político-eleitoral que anima a turba oposicionista com o apoio irrestrito da ?grande mídia? não considera nada além da paixão pela destruição. E a notável Petrobras percorre, nesses dias de fúria, sua via dolorosa.

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