Opinião
POL�TICA: A ARTE DE FABRICAR MILION�RIOS
Alguns começaram a tomar gosto pelo palanque muito cedo como simples líderes estudantis, ficando famosos e importantes na vida nacional, a exemplo de José Serra, Lindbergh Farias, Zé Dirceu, entre outros, incluindo os alagoanos Renan Calheiros e Aldo Rebelo para lembrar os tempos atuais. Há os que surgiram do nada sem nenhuma vocação para o trabalho, mas que na escola da vida souberam usar o talento da esperteza galgando degraus antes quase impossíveis. No passado pouco distante, o político também brotava para a sociedade pela força da truculência, do poder econômico, demarcando os currais à custa da ignorância dos colonos que viviam subjugados às ordens dos coronéis. A história não resultou em mudanças significativas no imaginário do povo de que político brasileiro é rico ou quem entra na política é para ficar rico. E, assim, o tempo vai passando, vencendo etapas, virando séculos sem nada mudar na ordem do dia. Uma esmagadora maioria não deixa dúvida quanto à prática ilícita de enriquecimento. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de responsabilidade da ONU, o custo da corrupção no Brasil em 2012 representou a bagatela de R$ 200 bilhões, isso sem contar com a má utilização do dinheiro público. Valor muito superior ao investimento do Estado em saúde e educação. E agora com o escândalo da Petrobras, os estádios da Copa, parece ser impossível medir o limite do rombo nos cofres da Nação. Enquanto isso, a ignorância do povo não muda e nem eles permitem. Ostentamos o oitavo lugar em analfabetismo no mundo entre adultos, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Figuramos entre os dez que respondem por 72% da população mundial de analfabetos. O dinheiro roubado por autoridades certamente aliviaria o Brasil do caos social. Infelizmente, a população que mais cresce sem problemas de ordem econômico-financeira é a dos políticos. Um simples vereadorzinho do interior já se elege conhecendo os caminhos das pedras douradas. Surgem novos latifundiários e pecuaristas; a cada dia, laranjas aparecem em todos os negócios e complexos de comunicação florescem rapidamente, enquanto os iates deslumbrantes enriquecem a paisagem dos balneários e jatinhos cruzam majestosos os céus do País, tudo em nome do poder.