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Feira do milho

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CÉLIA ROCHA * Arapiraca sediou, no último fim de semana, a segunda Feira Regional do Milho, comemorando o sucesso dessa iniciativa na economia de nossa região. De 60 sacas por hectare em 2000, produzimos hoje 85 sacas por hectare, o que significa um incremento de 42% no setor. As estatísticas apontam a produção de até 110 sacas por hectare, o que demonstra que temos solo e condições técnicas que nos coloca em competitividade com as demais regiões produtoras tradicionais. É evidente que esses números não surgiram do nada ou apenas da vontade de se diversificar a nossa economia com o milho. Em 2000, em plena discusão na busca de alternativas para a economia rural, o Grupo Coringa acenou com a disposição de incrementar o cultivo do milho a ser consumido em seu conglomerado industrial, sediado em Arapiraca. O consenso em torno de uma proposta de cadeia produtiva que se fecharia em torno do incentivo à produção do milho e a garantia de preço mínimo para a compra, foi finalmente consolidado através de um protocolo, tendo como agentes financeiros o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil. Arapiraca e o Agreste acompanham a evolução e superam a média nacional da produtividade que, segundo o IBGE, pulou de pouco menos de 12 sacas por hectare em 1999, para 42 em 2001. Destaque-se, ainda, a compatibilização da variedade a atender a necessidade das indústrias demandadoras da produção. Com os resultados obtidos, e com as perspectivas de ampliação de mercado, atendemos hoje apenas cerca de 30% da demanda do Estado de Alagoas, e sabemos que a produção do Estado de Pernambuco atende pouco mais de 10% de sua demanda, resultando numa expectativa de um mercado potencial da ordem de 10 vezes nossa produção deste ano, podemos afirmar, sem medo de errar, que a cultura do milho em Arapiraca e região está consolidada tecnicamente e economicamente. Com esta inserção econômica há a necessidade de se implementar o zoneamento agrícola para a cultura do milho, permitindo, dessa forma, um ordenamento institucional a balizar produtores e financiadores, resguardando interesses, reduzindo riscos e fortalecendo a economia da região. Firmada a cultura do milho, tecnificada, adequada aos produtores de maior área, baixa-se a pressão da cultura fumageira para essas referidas áreas. Dessa premissa resulta uma perspectiva de fortalecimento da agricultura familiar voltada à produção fumageira, que, por esta óptica, com a escala de produção reduzida, tende a elevar o preço de comercialização, perfazendo o retorno a um equilíbrio entre o custo de produção e sua comercialização. Há que se considerar ainda o fato de termos a indústria demandadora dos produtos citados ? milho/produção alimentícia, estar sediada em Arapiraca, portanto, ser a mesma mantenedora de centenas de empregos e, ao mesmo tempo, contribuinte de impostos nos três níveis governamentais, permitindo, sob a ótica social dos impostos, retornar ao município benefícios gerais e sociais ? educação, saúde, lazer e infra-estrutura (estradas, transportes, pontes, bueiros, coleta de resíduos sólidos), bem como todas as ações que são de competência do município. De modo que acreditamos e apostamos na nossa agricultura como alternativa viável de desenvolvimento competente e eficaz nas transformações sociais. (*) É PREFEITA DE ARAPIRACA

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