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Opinião

Travar a batalha onde ela precisa ser travada

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Corretamente, o partido governista decidiu enfrentar exclusivamente no campo político e parlamentar a Comissão Parlamentar de Inquérito proposta para investigar supostas irregularidades na Petrobras. Salta aos olhos que a citada CPI nada mais é que um palanque armado pelas oposições juramentadas, que só se tornou possível graças à adesão de integrantes tidos como da ?base governista?. Mas aí, até pela existência de tais personagens caçadores de oportunidades presentes nas fileiras que lhes garantia (e jura garantir) apoio, é o campo ? político ? no qual deve ser travada a batalha. Não há por que correr ao Judiciário. A peleja deve ser decidida no Parlamento. E nem adianta estranhar a motivação eleitoral da CPI, pois esse instrumento, há muito tempo, é sinônimo de armação, de arataca, e não de investigação abalizada. Apesar disto ser uma deformação explícita desse instrumento democrático, esse é um desvio prático em pleno vigor e que, antes de tudo, precisa ser denunciado, combatido e vencido em seu ambiente natural ? o Parlamento. Mais: até por sua importância estratégica, toda a denúncia contra a Petrobras deve ser apurada e esclarecida. A CPI, como sabemos, não passa de um palanque eleitoreiro no qual seus propositores buscarão apenas desgastar a empresa, consequentemente procurando reduzir o potencial eleitoral de Dilma Rousseff. Essa turma de bico longo e seus pelancos não têm qualquer interesse em investigar seriamente coisa nenhuma. E a CPI será o campo de guerra: de um lado, os oposicionistas tucanos e atucanados somados à ?grande? mídia amestrada, todos irmanados em atacar a Petrobras e a presidente da República, dispostos a lançar mão de todo tipo de baixaria; doutro lado, devem se postar não só os governistas e os petistas, mas todos que apostam na Petrobras (mesmo que não sejam eleitores de Dilma Rousseff) e estão dispostos a evitar que a empresa seja transformada em bode expiatório dos neo-inquisidores. A CPI da Petrobras deve ser o momento de enfrentamento daqueles que procuram rebaixar, à força, seu valor de mercado e que sonham com a privatização da empresa. Não por coincidência, essa turminha é a que pretende alijar, à força, Dilma Rousseff da legítima pretensão da reeleição.

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