Opinião
Meta golpista: mudar a vontade das urnas
Com a aproximação das eleições é incrível como se intensificam as pressões dos setores que sempre mandaram neste país. Visam, furiosamente, mudar o sentimento da maioria do eleitorado. Como poucas vezes na nossa história, uma tentativa de desconstrução se dá de forma tão intensa e violenta. Felizmente, a Justiça, em seus níveis superiores, comprova que está a perceber a voracidade manipuladora que não se peja em ?ressuscitar? processos e agilizar procedimentos voltados a obter vereditos que possam ser usados, de alguma forma, contra as lideranças que ousem apoiar Dilma Rousseff. Essa ânsia manipuladora, mais das vezes, intenta o desgaste puro e simples, lançando mão do ?vazamento? de ?dados sigilosos? de investigações em curso; agindo assim por ter a convicção de que certos inquéritos jamais darão em nada por absoluta falta de prova e/ou mesmo de evidências que correspondam aos desejos das elites indóceis com seu longo afastamento do poder central. Um dos exemplos em curso diz respeito às investigações contra o cidadão Alberto Youssef, já ?condenado? como ?doleiro?. Se, ao fim e ao cabo, essa pessoa conseguir provar a sua atividade ser outra, mesmo assim, jamais se livrará do rótulo que lhe está sendo pespegado por uma enorme e direcionada onda midiática. Apesar desse personagem conhecido ter explícitas ligações com todas as tendências políticas, são expostas apenas aquelas que interessam aos poderosos meios oposicionistas. Um silêncio ensurdecedor cai sobre os laços do investigado com os ?do contra?. E uma das mais escandalosas manobras envolvendo o caso Youssef diz respeito à descarada tentativa de queimar a candidatura que mais ameaça o longo reinado tucano em São Paulo. Sem nenhuma evidência concreta, as tais ?fontes? vazam ?dados? sobre uma ?ligação? entre o investigado e o ex-ministro Alexandre Padilha, não por coincidência o mais cotado para suceder o atual governador paulista Geraldo Alckmin ? este, sim, efetivamente encalacrado no escândalo (praticamente desaparecido na ?grande? mídia) do metrô paulistano. Como nunca dantes na história deste País, a Justiça precisa estar atenta aos golpistas de plantão.