Opinião
Ayrton Senna e suas li��es inesquec�veis
No dia 22 de junho de 1986, Ayrton Senna vencia o GP dos Estados Unidos, em mais um passo marcante para o estrelato mundial. Após cruzar a linha de chegada, pegou de um torcedor uma bandeira do Brasil e a conduziu, bem ao alto, durante a volta triunfal. Estava criado um estilo de vencer pelo mundo afora ? de bandeira na mão, exaltando o país natal. Hoje, dentro do País, uma parte da torcida e da grande mídia faz o caminho contrário e esforça-se para boicotar e/ou prejudicar como podem o Brasil ? tendo como alvo a realização da Copa do Mundo 2014. Naquele 22 de junho, ao vencer, em Detroit, Ayrton Senna se inspirou na Copa do Mundo e no que poderia fazer de melhor, de mais impactante, para defender seu país das críticas e das gozações. Era o dia 21 de junho de 1986, quando a seleção brasileira, dirigida por Telê Santana, foi eliminada da Copa do México na partida contra a seleção francesa, que ganhou nos pênaltis por 4x3, depois de um empate em 1x1 no período regulamentar. Para maior mágoa nacional, Zico perdeu o pênalti! Encerrava-se, melancolicamente, uma das mais tumultuadas campanhas da seleção canarinho. Os sobressaltos derrubaram até o técnico Evaristo de Macedo, substituído por Telê Santana nas eliminatórias. Zico, machucado, padecia de uma recuperação demorada; Sócrates e Júnior passavam por dificuldades na preparação física; o fim de mandato de Giulite Coutinho como presidente da CBF potencializava a disputa política pelo comando da entidade... um campo fértil para críticas duras e procedentes. Vítima de óbvias gozações por parte dos mecânicos franceses da equipe Lotus-Renault, um dia depois da eliminação da seleção brasileira, o bravo Ayrton Senna lavou sua alma e a do Brasil com o gesto improvisado, mas de combativa autoafirmação nacional, ao empalmar a bandeira verde-amarela e, com ela erguida sobre a cabeça, conduzi-la durante toda a volta triunfal. Fez escola e manteve o gesto como marca registrada até o dia 1º de maio de 1994, ao explodir seu carro num muro, em pleno autódromo de San Marino. Vinte anos depois de sua morte trágica, a gloriosa lição de Ayrton Senna parece ter sido esquecida.