Opinião
Tecnologia guerreira e seus usos na paz cotidiana
Equipamento moderníssimo causador de enorme polêmica por seu uso militar, o drone (zangão, em inglês), embora já em funcionamento há bom tempo, provoca fortes debates acerca de suas missões letais. Há quem garanta ser esse equipamento um dos que precisam ser banidos pelas normas internacionais que regem a guerra no globo. Segundo as enciclopédias virtuais, esse equipamento não tripulado se inspira na famigerada bomba V-2, criada pela ciência dos nazistas e que, nos idos da II Grande Guerra, provocou terríveis danos a Londres, alvo preferencial dos foguetes explosivos não tripulados disparados desde as bases alemãs até o coração da Grã-Bretanha. Finda a II Grande Guerra, os americanos venceram a batalha de bastidores com os soviéticos pelo espólio tecnológico das V-2 e levaram para os Estados Unidos, além dos projetos, o próprio cientista da morte responsável pelo desenvolvimento dessa tecnologia, o temível Wernher Von Braun (1912-1977) ? que não só foi esquecido pelo Tribunal de Nuremberg como viveu livre, rico e feliz pelo resto de sua existência como funcionário da indústria americana de foguetes (inclusive a Nasa, mas mais além...). Os drones são ?netos? da V-2. Nos últimos tempos, esses veículos voadores não tripulados têm sido largamente usado em missões assassinas, além de incontáveis ações de espionagem. Mas equipamento tem sido largamente usado também, em todo o mundo, como eficiente robô-cinegrafista, como muita eficiência, na cobertura de todo o tipo de evento, desde filmagens perigosas como closes em crateras de vulcões a até eventos festivos do tipo casamentos e shows, passando pela cobertura de conflitos sangrentos. E o Brasil, como não poderia deixar de ser, saiu na frente na utilização do drone para uma missão singela e cotidiana: entregar pães. Pois é. Uma padaria localizada na cidade paulista de São Carlos decidiu, baseada numa empresa americana que anunciou estar estudando a entrega de pizzas usando esse equipamento, e já pôs seu drone-pãozeiro para voar. Cobrando a módica taxa de R$ 2,00, panificação despacha seu objeto voador não tripulado até a residência do freguês. Mais um ponto para o Brasil da paz: drones entregadores de pães.