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Opinião

Campanha presidencial n�o � brincadeira

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Depois de meses de intensos, e ininterruptos, bombardeios midiáticos a candidatura de Dilma parece, enfim, refletir os primeiros arranhões. Apesar de pouco divulgada, os resultados de uma pesquisa de opinião, apresentada como assinada pelo instituto Sensus teria acusado uma queda no índice de intenção de votos da atual presidente ? descenso acompanhado, pela primeira vez, por um ascenso das duas candidaturas mais incensadas pela chamada ?grande mídia?. Alguns estudiosos, debruçados sobre esse estudo, vaticinaram a possibilidade real de um segundo turno. Pesquisas de outros institutos estão sendo prometidas para esta semana. Inevitavelmente essas enquetes deverão confirmar a ocorrência de alguma queda no índice de intenção de voto para Dilma Rousseff. Baque previsível, pois a ferocidade dos ataques ao governo federal e, particularmente, à presidente, tem sido impressionante. Em se confirmando também a subida dos principais oposicionistas nas intenções de votos, corresponderá um reflexo próprio da intensificação do apoio midiático às duas campanhas. Tucanos e pombalinos estão sendo beneficiados com uma incrível massa de informações favoráveis e ? especialmente ? Aécio Neves tem se desdobrado em esforço eleitoral, naturalmente com total cobertura da mídia amiga. Um show de campanha antecipada das oposições, que ainda exibem, sem pejo, a pretensão de censurar os pronunciamentos da presidente da República numa tentativa de restringir-lhe o direito que os oposicionistas têm abusado abertamente. Mas faz parte do jogo. Apesar de vencedora do último pleito presidencial, Dilma revela certa ingenuidade e limitado jogo de cintura, caindo em esparrelas, por conta própria, como a ?resposta? precipitada na questão da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Seu concorrente tucano, por outro lado, dá amplas demonstrações de que não está nem aí para ser fiel ao figurino socioeconômico tucano e, ontem, em reunião com sindicalistas e aposentados, em São Paulo, prometeu aumento real para o salario mínimo (imaginem se o PSDB & Cia não considerassem as gestões do PT & aliados como ?populistas?!). Nesse rumo, parece inevitável as pesquisas acusarem a redução da distância entre Dilma e seus concorrentes mais impulsionados pela mídia.

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