Opinião
Turismo ao mar
Continua preocupante a realidade e a perspectiva do turismo em Alagoas. Unanimidade em termos de análise sobre o potencial extraordinário para a atividade turística no Estado, Alagoas perde espaço e oportunidades a cada momento. A questão do número de navios de passageiros que confirmaram atracar no Porto de Jaraguá, neste verão, é uma das comprovações do esvaziamento do destino Maceió nas principais agendas do turismo no Brasil. No verão do ano passado, 22 cruzeiros marítimos incluíram a capital alagoana em suas rotas e imponentes transatlânticos jogaram suas âncoras na enseada de Jaraguá, levantando a moral do segmento turístico caeté. Neste verão de 2002, a coisa mudou. Para pior, bem pior. Apenas oito navios estão previstos para dar o ar de sua graça ao largo do mar de Maceió, demorando-se, pelo menos um pouco, em terras maceioenses. Uma queda de 64% em apenas um ano. Poder-se-ia dizer que esse é um dado isolado, e que, nos demais setores, o turismo vai muito bem, obrigado. Será essa a verdade? A impressão que se tem é que os problemas se alastram por todo os segmentos do turismo e a crise não está atracada apenas no Porto de Jaraguá. No decorrer do verão, a coleta de dados em todo o setor será fundamental para análises posteriores, mas nada impede que a realidade seja avaliada através das informações captadas em cima dos fatos, como no caso do fluxo turístico que está a soçobrar no Porto de Jaraguá sob esse belo sol do verão alagoano de 2002. A identificação dos problemas é essencial. Não adianta pôr panos quentes. Deve-se reconhecer as dificuldades para que soluções possam ser estudadas e propostas, afinal, o futuro exige respostas que possam ser dadas o quanto antes. O turismo segue sendo uma das mais importantes alternativas econômicas para Alagoas. A atividade turística encontra guarida em todas as suas vertentes neste Estado. Falta apenas planejamento e capacidade de se enfrentar as dificuldades naturais. Por que não fazer isso antes do próximo verão?