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PROPOSTA PEDAG�GICA COMPLEMENTA A SALA DE AULA

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O Palácio do Comércio, desde que abriu suas portas à cultura no ano de 2000, tem incentivado, não só as visitas de turistas como de estudantes. Este último segmento tem sido privilegiado no tocante às novas ações de interatividade entre os museus e a escola. Desde o ano passado, com a criação da Feira dos Pequenos, uma oficina de empreendedorismo infantil, cuja pedagogia aplicada beneficia crianças entre 3 e 12 anos, já tivemos uma demanda admirável. Este ano, com a Oficina de Trânsito Infantil, dedicada realmente aos pequenos entre 3 e 6 anos, esta demanda triplicou. Somado às visitas ao Museu de Tecnologia do Século 20 e ao Museu do Comércio de Alagoas, o palácio trocou seu costumeiro silêncio por um burburinho cotidiano de estudantes indo e vindo, misturados aos turistas que não faltam. Para as escolas, sobretudo as particulares, que mantêm um calendário regular de atividades, os passeios que incluem nossos museus ou nossas oficinas são programados no início do ano letivo. Cem delas receberam nossos folders, informativos e calendário de nossas ações capeadas por uma correspondência ao diretor. Sem dúvida alguma, esta parceria entre o Setor Cultural da Associação Comercial de Maceió e as escolas tem crescido num ritmo acelerado. Hoje, sabemos, exatamente, onde podemos colaborar com a escola e fazer com que o nosso trabalho seja um complemento da sala de aula. Principalmente, em ações pontuais que exigiriam um investimento que se transformaria num imobilizado de permanente manutenção. Para nós, estas ações dão vida aos museus que passam a ser visitados sem o ranço de um acervo imutável. E percebemos isto quando os participantes de uma destas oficinas reencontra o circuito museal, depois de vivenciar a experiência de comprar e vender, numa feira que incentiva a capacidade do empreendedor. Por menor que seja o participante, ele sai orgulhoso de seu resultado, seja como comprador ou como vendedor. É quando sentimos que atingimos o nosso objetivo. E estas ações nos permite conhecer melhor o perfil do estudante alagoano, ainda com suas limitações, onde uma grande parte nunca entrou num museu ou em outro equipamento cultural. Estas escolas estão sendo pioneiras. Porque não é fácil tirar o aluno de sala de aula. A responsabilidade é enorme. Por isso, nosso papo inicial sempre precede a visita, enquanto a nossa folheteria dá todas as dicas para mais tarde atender às redações sobre o passeio.

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