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Opinião

Imprensando para mudar o voto popular

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Poucas lideranças políticas têm sido vítimas de campanhas tão acirradas como a presidente Dilma Rousseff. Desde quando seu nome despontou na primeira posição, podendo até definir a eleição presidencial no primeiro turno, a pancadaria tem sido cruenta, implacável. Como não poderia deixar de ser, a virulência e a inclemência dos ataques vão arranhando seu favoritismo. Tudo isso faz parte do jogo da política. Mas a intervenção, em ordem unida, de alguns dos principais veículos de informação brasileiros, no movimento de cerco e aniquilamento de Dilma Rousseff, começa a se distanciar do chamado modelo democrático e se aproxima da voz rouca, monocórdica, dos regimes autoritários. Desde o começo desta semana, pululam ?avisos?, de que ?um novo escândalo? estaria pronto para ser deflagrado contra Dilma Rousseff e/ou Lula e/ou PT. Um dos jornalistas melhor informados do Brasil, em sua atilada coluna, repassou a dica de que um ex-diretor da Petrobras estaria pronto para aceitar a proposta que Marcos Valério recusou, ou seja: assinar embaixo de um rol de acusações direcionadas a Dilma Rousseff e/ou Lula e/ou PT. No caso de Valério, operador tanto do Caixa 2 petista como do Caixa 2 Tucano-mineiro, a hebdomadária mais panfletária do País chegou a publicar uma ?reportagem? na qual incluía ?declarações entre aspas? de uma entrevista que ele nunca concedeu. A mensagem, claríssima, era de que o condenado assumiria as falas como suas, obviamente se qualificando para ? no mínimo ? sofrer menos problemas. Mas, veja bem, o homem não deu a mínima para a revista e o tema terminou por cair no vazio, não sem antes ser ?repercutido? em vários outros veículos de destaque dentre a mídia amestrada. No caso do atual requentamento do negócio (ruinoso) da refinaria de Pasadena, o noticiário cuida de isentar, ou mesmo fazer desaparecer a quase totalidade dos conselheiros que votaram a favor da operação (vários personagens muito queridos às oposições), mais uma vez reafirmando a máxima de ?dois pesos, duas medidas?, no trato de uma mesma notícia. Noutra face da mesma moeda, sumiram da ?grande mídia? as matérias sobre o tucanoduto do metrô paulista e sobre o helicóptero apreendido com quase 500 quilos de pasta de cocaína...

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