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�s v�speras da Copa novamente no Brasil

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Há 64 anos, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo, as críticas também não foram poucas, quer sobre os custos das obras, quer sobre a justeza de fazê-las, sem falar nos atrasos dos cronogramas. Os jogos foram disputados em seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife. Certamente, alguém argumentou que seriam muitos estádios para o público brasileiro. Em 1950, a população brasileira era de quase 52 milhões de pessoas ? e, em nossos dias, o censo de 2010 contou um pouco mais de 190 milhões de viventes, num aumento de 365%! Estudiosos do tema dizem que na construção do Maracanã teriam sido gastos CR$ 230 milhões, quando o orçamento original previa CR$ 150 milhões. As roucas vozes da crítica, em 1950, questionavam também se não seria melhor investir noutras coisas, e tudo o mais. Mas, malgrado as críticas, apesar da dor de deixar escapar a taça na partida final, a herança deixada por 1950 foi de uma torcida ampliada e consolidada nacionalmente, com seis capitais dotadas de grandes estádios que, naquele tempo, dificilmente ficavam lotados nos jogos cotidianos. Mas a aposta no futuro se comprovou acertada e todas as obras se viabilizaram depois de alguns anos. Para esta Copa do Mundo de 2014, novamente no Brasil, as críticas passaram a adquirir outra tonalidade, distanciada dos matizes vibrantes do esporte e concentrando-se nos tons fúnebres do pessimismo plantado com objetivos meramente eleitorais. Em 2014, motiva a maioria dos críticos a suposição de que a presidente Dilma Rousseff será prejudicada eleitoralmente com a derrota do Brasil e com a destruição do que pode vir a ser a herança positiva da segunda Copa do Mundo disputada em gramados brasileiros. Esse objetivo mesquinho e politiqueiro entorpece e leva ao frenesi turbas País afora num esforço alucinado para sabotar o evento. Essa turminha arregaça as mangas para as derradeiras ofensivas contra a Copa do Mundo, pois faltam apenas 28 dias para a bola rolar. Todo cuidado é pouco, portanto, pois os traíras tentarão de tudo para melar a festa que é um momento de afirmação do Brasil perante o mundo.

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