Opinião
Avant-premi�re de tumultos na Copa?
Causou funda decepção, na turma do ?quanto pior, melhor?, o acanhado número de pessoas reunidas em torno dos recentes protestos contra a Copa. Em compensação, as gangues de baderneiros que caracterizam esse movimento reacionário deram mais um show de vandalismo, com direito a maior confusão no centro da capital pernambucana ? área, por acaso, com a polícia em greve. Alguns veículos da mídia comprometida partidariamente (contra Dilma Rousseff) chegaram a antecipar a balbúrdia, com indisfarçável empolgação, rotulando-a como ?termômetros da Copa?. Apostavam em tumultos mais impactantes e, essencialmente, investiam na capacidade desses grupelhos atraírem multidões. Bola fora. Explicitando o caráter marionete do movimento, os ?contra a Copa? exibiram uma cara rede de articulação internacional e prometeram ?grandes protestos? em várias cidades do mundo. Novamente, tiro de meta. O fracasso do chamado ?15M? ? certamente algum marqueteiro introduziu essa ?brilhante sacada? de resumir a data, 15 de maio, vislumbrando-a como uma apoteose anti-Brasil mundo afora ? não deve ser interpretado como uma derrota acachapante desse movimento politiqueiro, pois o revés estimulará seus patrocinadores a uma significativa ampliação do financiamento para ações durante a Copa. Afinal, enquanto a bola estiver rolando, manter-se-á acesa a derradeira esperança dos abutres furarem, com seus longos bicos, o evento. Apesar da determinação dos ideólogos do ?não vai ter Copa? em radicalizar os tumultos com o fito de prejudicar o governo federal, e, por tabela, a candidatura Dilma, esses ?do contra? topam com uma contradição incontornável: alguns dos tucanos mais emplumados estão no centro do campo em cidades importantes para a Copa do Mundo 2014: Alckmin, por exemplo, será também prejudicado se acontecerem complicações em São Paulo, da mesma forma que os ?Aécio?s Boys? em Minas Gerais e o indomável Arthur Virgílio, em Manaus. Como prejudicar somente Dilma Rousseff? ? Eis a questão para quem alimenta os ?Blacks Blocs? da bola. Esse dilema se aguçará quando dos jogos, daí ter sido tão importante a data do 15M, pois ali o fogo poderia ser concentrado contra a presidente. Mas deu chabu. Mas novas provocações vão rolar fora do gramado. Afinal, guerra é guerra.