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Opinião

O DRAMA DAS PROMO��ES DA PM

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Enquanto muitos policiais e bombeiros aguardam ansiosamente a aprovação da nova lei de promoções dos militares, e a consequente correção das distorções na atual legislação, o anteprojeto de lei provavelmente dormita em alguma gaveta da Comissão de ?Constituição e Justiça? (CCJ) da Assembleia Legislativa. Existem militares, principalmente entre as praças, que estão há 20 anos sem promoção pelo fato da lei hoje em vigor ter sido ?gerada? nas entranhas obscuras do governo reinante na época da sanção da indigitada lei. Na época, a arrogância e a falta de espírito classista dos apadrinhados no ?palácio de vidro? prevaleceram sobre o interesse da maioria da tropa, resultando em critérios injustos e danosos, sobretudo para os mais antigos. É fato: a fração da tropa que mais trabalha é sempre prejudicada quando as leis são manipuladas por interesseiros. O sonho de subir na carreira acabou virando pesadelo. Feliz do povo que tem representantes empenhados ferrenhamente na defesa dos interesses coletivos. Por isso, somos infelizes, largados à sorte e ao salve-se quem puder. Somo infelizes porque não entendemos como um projeto de promoções discutido pelos interessados maiores, os policiais e bombeiros militares, e ajustado para o melhor interesse da maioria, é estancado no Poder Legislativo, que não tem qualquer relação com a matéria e cujo dever legal é aprovar as leis de interesse dos representados. Os rumores dão conta de que alguns ?colegas? lotados na Assessoria Militar da Assembleia Legislativa teriam ?recomendado? ao deputado responsável pela CCJ que ?segurasse? o projeto. Verdade ou não, os apadrinhados sempre estarão à espreita, e não hesitarão em usar sua posição vantajosa, junto ao Poder, para obter vantagens pessoais. A assessoria fardada da Assembleia, que, aliás, é inconstitucional ? porque não prevista nas normas gerais sobre as polícias militares, remetidas pela Constituição da República ? não deveria, neste momento, querer fazer às vezes de Brutus. Ao contrário, poderia, sim, fazer eco com os anseios da maioria dos militares, que atua na tarefa fim da PM. Por outro lado, é de se torcer que o parlamentar da CCJ oriente seus atos pela bússola da coletividade, e não pelos interesses individuais dos policiais militares encantados com os atapetados salões do poder. Afinal, todo poder emana do povo. E eles, que não se esqueçam, um dia à casa tornarão.

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