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CONECTADOS OU DESCONECTADOS?

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Recebo de um amigo, via WhatsApp, uma mensagem ilustrada onde li: ?Tenho medo do dia em que a tecnologia vai se sobrepor à interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas?. Disse o sábio Albert Einstein. Pertinente e muito apropriado para o momento em que vivemos... Podemos afirmar: o dia chegou! Na ilustração, havia inúmeros jovens, juntos a uma mesa, cada um em seu próprio mundo ?on-line?! Vi também, famílias, aparentemente, reunidas, mas, literalmente, separadas pela internet. Refleti a sabedoria de Einstein: chegamos ao ápice do exagero na conexão! Ao cotidiano da solidão! Solidão a dois, a três, a seis... O individualismo transbordou, inundou casas, escolas, enfim, a família. O diálogo ficou inviável. Moribundo! Desde o final do século 20, quando a internet se expandiu, globalizou-se, os hábitos modificaram-se. As pessoas se renovaram; enfim, o mundo se reinventou. Desejos, outrora considerados sonhos inatingíveis, tornaram-se realidade. Comunicar-se à distância com entes queridos, ?vis-à-vis?, em tempo real é algo fantástico. Fatos e notícias que giram pelo mundo, chegam a nós quase na velocidade da luz. Os benefícios da internet são imensuráveis. Paralelamente, a máquina se sobrepôs ao homem, escravizando-o. As pessoas tornaram-se reféns da tecnologia. A comunicação virtual passou de benéfica a mórbida. As pessoas vivem conectadas, virtualmente, mas desconectadas dos que as cercam. O exagero atingiu não só o emocional dos internautas, mas também o físico. Os jovens desse decênio estão mais obesos! As caminhadas e os esportes deram lugar ao sedentarismo que a internet os expõe. O número de horas que uma criança passa em frente a um computador ou a uma TV está, diretamente, ligado ao aumento de peso. E os videogames sentam milhões de espectadores! O nosso país está entre os mais pontuados neste quesito obesidade, assumindo a 5ª posição no planeta. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia estima que existam mais de seis milhões de crianças acometidas deste mal. As atividades como pular corda, correr, jogar bola, etc. estão sendo substituídas por computadores, TV e, sobretudo, telefones celulares. Precisamos rever e reverter estes hábitos. É preciso saber dosar! Os pais e educadores carecem impor limites a seus filhos visando a saúde física e mental dos adultos do amanhã. Conectados ou Desconectados?

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