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Opinião

MAIS UMA VEZ A INFLA��O

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Poucos dos que hoje têm uma função economicamente ativa viveram sob os efeitos da maior vilã da Economia. À época, quando ela chegou ao ápice, ainda eram jovens sem a responsabilidade de gerir um lar. Não sabem o que era ir dormir tendo seu dinheiro um valor e acordar com ele valendo menos. A cada dia, a inflação ia corroendo nossos parcos recursos. Para os assalariados então, nem se fala. Quando recebiam aumento era para repor o estrago. Ou seja, aumento real, zero. E já no outro dia... Até sobrarem dias no fim do mês. Nunca dinheiro. O governo atual, por injunções políticas, desconhece a luta titânica de vários governos, na década passada, com planos econômicos os mais diversos, que formaram uma espécie de laboratório para aqueles que engendraram o vitorioso Plano Real. É como se a História do Brasil iniciasse com Lula e o PT. Desconhece, a começar pelos mais altos escalões até chegar ao pacóvio ministro das finanças. Em declaração recente ele descobriu que seu ?pibinho? não cresce porque as famílias mais pobres estão consumindo menos. Está na hora de apertar aquele controle remoto para deletá-lo e dizer: ?sabe de nada, inocente?. A lagarta está roendo nosso dinheirinho. Tudo fruto de ações tresloucadas, ainda em 2013, sob a batuta de sua ?chefa?, baixando juros na canetada, expandindo o crédito sem que houvesse uma capacidade de produção correspondente e investimentos em infraestrutura. Desconhecem o que o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vem pregando em artigos na Folha de São Paulo: quando estabeleceu as metas de inflação, sempre vigiava diariamente para que não se aproximasse dos 4,5%. ?O intervalo de tolerância de dois pontos serve só para acomodar choques de ofertas, como alimentos, que são temporários?. Meirelles apregoa que uma das razões pelas quais o País teve um dos mais longos períodos de hiperinflação da história recente da humanidade, foi exatamente por sua tolerância a ?um pouco de inflação?. O relaxamento com a inflação atualmente vem recriando essa cultura, esse costume. Estamos no teto da tolerância de 6,5% pela ?contabilidade criativa? e sem liberar o aumento dos combustíveis, tão necessário à saúde financeira da Petrobras e ao mesmo tempo o maior impulsionador da inflação. Não vislumbramos bons momentos quando sabemos que a classe política está mais preocupada com eleições que com o combate a essa vilã.

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