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Tend�ncias, tens�es e arma��es da hora

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Uma nova pesquisa, desta vez feita pelo Datafolha, comprova a força de Dilma Rousseff, apesar de a presidente ter perdido de três pontos percentuais em relação à enquete anterior feita pelo mesmo instituto. Muitos são os raciocínios tecidos a partir desses números, mas o mais impressionante, e indiscutível, é a tremenda resistência do prestígio de Dilma Rousseff. É incrível que ela tenha descido apenas 3% depois de um período de intenso e implacável bombardeio midiático. Apopléticas, as oposições têm comemorado qualquer ponto perdido pela presidente, mas cada vez mais é maior e mais visível o esforço despendido para não se debulharem em lágrimas pelo fato de que suas candidaturas não só não crescem na proporção dos rebaixamentos da adversária, como também tropeçam e perdem pontos. É incrível como o neto de Tancredo não consegue crescer, mesmo turbinado por toda a grande mídia e pelo hercúleo trabalho de sua gigantesca equipe de campanha, capaz de infestar todas as redações do Brasil com dezenas de releases diários nos quais exageram ao extremo fatos banais do dia a dia de qualquer campanha. É pungente a força feita pelos marqueteiros de Aécio, mas a opinião pública resiste bravamente ao assédio destemperado de Neves & cia. Por sua vez, o neto de Arraes surpreendeu com um pulo para trás. Desidratado em menos sete pontos, o pernambucano de olhos claros está mergulhando na penumbra. Apesar de, teoricamente, ser a candidatura mais propensa a crescer, Campos segue improdutivo, árido, apesar da verdejante Marina. A oposição não tem o que comemorar. Apesar do fogo cerrado cuspido, odiosamente, pela ?grande? mídia contra a presidente (e, por tabela, em seu grande cabo eleitoral, Lula) ela tem se sustentado. Aecin e Dudu patinam. E aí, não se esqueçam, é onde mora o perigo. Particularmente, os tucanos, seus aliados e mentores, têm demonstrado tamanho desespero com esse quadro eleitoral adverso, que é previsível serem acentuadas as tentativas de desestabilização contra o governo federal. Essa turma, acostumada por séculos ao poder, está disposta a tudo para não perder mais uma eleição. Todo cuidado é pouco... Lembram-se de 64?

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