loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

�s v�speras da Copa mais sabotada

Ouvir
Compartilhar

Faltam apenas dois dias para o início da Copa do Mundo 2014. Vai ficando para trás o pesado clima de derrotismo e antibrasilidade estimulado pelos grandes grupos de comunicação em sintonia com os grupamentos partidários em oposição a Dilma Rousseff. Torcer pela seleção sempre foi um traço da alma brasileira. Não é a toa que o grande trauma nacional ainda é a perda da Copa de 1950. Para a versão 2014, desde quando o Brasil ganhou o direito de sediar o torneio, espocou o movimento de ?melar? a realização do evento, afinal as elites tupiniquins entronchavam os narizes para o incontornável fato de que Lula ? ele, o nordestino e metalúrgico, que ousara ser presidente da República ? havia conseguido realizar esta que era uma aspiração brasileira há 64 anos, desde que a seleção canarinho deixou a taça voar de suas mãos no jogo final, em pleno Maracanã! A torcida do contra, movendo céus e terra para que tudo desse errado, cresceu raivosamente depois da vitória de Dilma Rousseff na eleição de 2010. Ela ? uma mulher, ex-presa política ? iria presidir todos os rituais típicos do mais popular evento esportivo do mundo. Todas as mazelas da Fifa e da CBF, como num passe de mágica, foram descobertas pela ?grande mídia?, e os vícios da relação secular entre obras públicas e construtoras foram ?redescobertos? de repente. Tamanha foi a onda, que até foi derrubado o então ministro do Esporte, o baiano Orlando Silva, vítima de ?denúncias? jamais comprovadas. Aldo Rebelo, alagoano de fibra, encarou o desafio e deixou de ser candidato, renunciando a uma vaga certa de deputado federal por São Paulo, para garantir a realização da Copa. A onda avassaladora quase logrou êxito. Mas foi arrefecendo com a proximidade do evento e com a visão dos estádios sendo concluídos. Protestos deverão acontecer durante os jogos, afinal as mesmas forças nada ocultas seguem incentivando e patrocinando tumultuadores, mas o rosto da picaretagem já não pode ser escondido pelas máscaras das gangues de black blocs: são meros mercenários e baderneiros profissionalizados. Nos últimos dias, o espírito torcedor brasileiro reencarnou nos corpos tidos como sem vida. Os grupos correm para se organizar e assistir, juntos, aos jogos e, mesmo ainda timidamente, o verde-amarelo brota aqui e ali. A brasilidade ressurge do que era considerado cinzas.

Relacionadas