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Opinião

Campo f�rtil para todas as baixarias

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No dia anterior à abertura da Copa do Mundo no Brasil, o País está às voltas com mais um processo eleitoral agitado e atritado. Segundo estudiosos do tema, mais de 1,2 milhão de postagens já são contabilizadas, apenas de 16 a 31 de maio, nas redes sociais, tendo como tema a disputa pelo voto para a Presidência da República. As arenas nas quais os times estão a trocar caneladas são o Facebook, Twitter, Instagram e outros menos badalados. Luta renhida. Segundo um levantamento divulgado pela empresa R18, que explica usar uma ferramenta chamada ?Astrip?, Dilma teria sido citada 1.097.355 vezes, enquanto Aécio foi comentado em 129.944 oportunidades. Em termos de siglas, o PT foi lembrado em 267.944 ocasiões e o PSDB focado em apenas 17.801. Por acaso, esses números querem dizer que os petistas estão em ótima posição e os tucanos caindo pelas tabelas? Não, pois, no saco das ?citações?, são também depositadas as agressões. E, se não em quantidade, em termos de qualidade (negativa, pela exagerada virulência), os adversários da presidente estão muito mais ativos há anos. Enquanto os partidários de Dilma Rousseff demonstram-se contidos na defesa de sua candidata e tímidos ao extremo no combate a seus adversários, os porta-vozes digitais da oposição não têm limites em termos de baixarias. Um verdadeiro tsunami contínuo tem se abatido sobre as redes sociais, sem dispensar os e-mails, com todo tipo de ataque (a imensa maioria apócrifa) à gestão petista, aos petistas e seus aliados. Por sua vez, os simpatizantes da presidente são mais ingênuos nesse jogo e 1.967 internautas se apresentaram como eleitores de Dilma, enquanto confessaram-se partidários de Neves apenas 289 internautas! Falta, porém, à essa pesquisa, um dado fundamental: a reação do público digital a essas aratacas digitais. É importante notar que, na eleição passada, a então candidata estreante também sofreu o diabo nas malhas das redes sociais. E ganhou a parada. Nestas eleições, entretanto, apesar da pesquisa se debruçar num período de apenas duas semanas, os ataques sistemáticos, via internet, se estendem por mais de dois anos. Para os defensores da presidente, talvez seja hora de reagir com mais presteza.

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