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Opinião

A NOSSA ARMA

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Deparei-me com um artigo de Oscar Motomura, titulado de Hora de Recuar, Manter Planos ou Avançar?, focado no tomar decisões, no momento atual em que vive o Brasil, cujo cenário nos mostra: Copa do Mundo, eleições, desequilíbrios na economia, corrupção, os efeitos da crise financeira mundial de 2008, incógnitas no jogo político mundial etc. Frente a esse contexto, indaga Oscar Motomura: O que se espera dos líderes de empresas, do governo, da sociedade e de nossos cidadãos? A resposta é a síntese de seu artigo: ?Além do que fazemos em nossas organizações, somos ? acima de tudo ? cidadãos. Somos nós todos que ? coletivamente ? construimos o contexto maior em que vivemos. E é exatamente pelo efetivo exercício da cidadania plena e pela busca do bem comum que nos tornamos verdadeiros líderes. Não é hora de desperdiçar energia ?buscando culpados?. É hora de prevenir, corrigir, construir e agir. De fazer acontecer?. Se somos nós, enquanto cidadãos, que construimos o tal contexto maior em que vivemos, pelo nosso exercício da cidadania plena e na busca do tão sonhado bem comum, então precisamos saber usar a nossa arma, infalível, capaz de modificar e alterar o nosso país é a nossa ação de votar. No Estado Democrático de Direito, as eleições são de vital importância, pois exercitamos um ato duplo de cidadania, primeiro com a escolha de nossos representantes e governantes, e, em segundo lugar, porque serão os escolhidos que irão executar as leis, que interferem diretamente em nossas vidas. Estamos nos aproximando de mais uma eleição, daí a necessidade de fazermos uma reflexão para exercermos com sabedoria o nosso voto, a nossa arma infalível, no exato momento da escolha. Recebi, via e-mail, um belíssimo texto de Raquel de Queiroz, publicado na revista O Cruzeiro, de 11 de janeiro de 1947, com o título VOTAR, em que a autora exortava a população sobre a responsabilidade do voto no governo democrático. Transcrevo Motomura, para reflexão e uma boa escolha: ?E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar este ou aquele candidato, não se preocupe. ? Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem medo, não se esqueça de que dentro da cabine indevassável você é um homem livre. Falte com a palavra dada à força, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno?.

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