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Empate sofrido, mas mais um passo adiante

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No meio do caminho, tinha uma pedra, como recitava o saudoso Carlos Drummond de Andrade. La piedra, até agora, foi o México. Nosso Brasil deu uma senhora topada no pedregulho e até devemos agradecer por não levarmos uma queda daquelas. O duro empate com a seleção mexicana lembra o que todo mundo já sabia, mas sempre se tenta sublimar: não existe jogo ganho antes da hora, muito menos campeonato decidido por favoritismos de quem quer que seja. E não só o futebol é assim, repetimos o aqui já escrito antes, mas a maioria dos esportes se move, atrai multidões e turbina paixões exatamente pela imprevisibilidade. Nunca é demais lembrar que o Brasil perdeu a Copa de 1950, tida como ganha, em pleno Maracanã. E, apesar dos 64 anos de busca de explicações e justificativas, a única conclusão é a mesma, simples e incontornável: esta é a graça do esporte ? não ganhar na véspera. Vale destacar que a seleção brasileira não fez feio nos dois primeiros jogos, tendo enfrentado adversários valentes, profissionais, bravos defensores das cores de suas nações. Merecem aplausos. Assim como o Brasil merece ser cobrado para jogar melhor ainda; esta é a regra de ouro. Igualmente, é importante destacar que o Brasil está promovendo uma grande Copa, já tendo vencido o primeiro tsunami (político) de derrotismo que, durante mais de um ano, procurou varrer do mapa as condições mínimas de nosso país sediar, pela segunda vez, uma Copa do Mundo. Esse não é um jogo secundário, muito pelo contrário, pois a realização do mundial foi eleita como uma meta a ser derrotada, transformada numa luta tremenda pela desmoralização nacional em função dos interesses eleitoreiros de todo mundo sabe quem. Mas a bola está rolando, apesar das ondas e marolas que ainda têm seus financiamentos e que teimam em tentar sabotar o evento, jogo após jogo. Jogo após jogo, o Brasil tem de avançar, de lutar sem parar. A seleção brasileira pode não levantar a taça pela sexta vez neste ano. Paciência; é coisa do futebol. Mas, o mais importante, neste momento, é a reunificação da torcida em torno do escrete canarinho ? está sendo derrotado, a duras penas, o esforço de boicotar o sentimento de brasilidade em torno da camisa verde-amarela. E isto não é uma vitória pequena.

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