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Opinião

“FORMADORES DE OPINI�O”

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Li interessante artigo do médico e amigo Ronald Mendonça, intitulado ? Nada Como o Leite da Mulher Amada?, onde comenta artigo do publicitário Aloísio Alves, tratando da situação de miséria por que passam os doentes mentais, sem assistência, brinda com merecido elogio o saudoso Arnon de Mello e menciona o nome deste modesto articulista, teimoso em registrar periodicamente, fatos do cotidiano, máxime diante de questões não resolvidas, em que pese a enganosa propaganda oficial. Associo-me em gênero, número e grau ao que ficou dito e acrescento que o rol de colaboradores é bem maior, estando incluído na expressão: ?tantos outros?. Quero, porém, citar o nome do digno, culto e honrado Promotor de Justiça Dr. Maurício Pitta que, por sinal, na mesma página e no mesmo dia, escreve mais um comentário proveitoso, com o título: ?Qual o Nosso Caminho?? Ali fala acerca da Venezuela, triturada sob o domínio de um Governo populista e na visita da nossa Presidente ( escrevo com ?E?) aos EEUU, produzindo um discurso dissociado da nossa realidade econômica, segundo mostra com lucidez e se admira porque ainda é mantido o Ministro Manteiga, desculpem, o Mântega, no comando de tão importante Pasta ( Ministério da Fazenda). Tais comentários se ajustam e exibem, sem qualquer desvio, a face real de uma Nação que, anestesiada por forte e contínua divulgação com nosso suado dinheiro, recolhido sem piedade com pesados tributos, expondo um lado paternalista do Governo, sustentando-se em programas que devem ser metas e não base para obtenção de votos. Dar comida e moradia não é favor algum e sim dever, pois as despesas não são retiradas do bolso de Governantes, mas da arrecadação estonteante (1 trilhão e quinhentos bilhões de reais) ao ano. Nós não visamos recompensa e nem temos alvo definido. A pretensão é fazer chegar aos ouvidos de quem manda neste País, onde ainda existe uma reserva da população que tem a independência e o patriotismo, sem recompensa, para registrar fatos do cotidiano, e não se impressiona com discursos previamente elaborados pelos colaboradores de plantão , que se esmeram em agradar, esquecendo que o cargo é transitório, efêmero, mas o que escreveu para a Chefe ( ou Chefe, aqui no masculino), fica registrado nos anais da História e podem, em futuro, ser documento comprometedor. Advogo a tese de que a nossa legislação eleitoral deveria punir severamente quaisquer candidatos que prometem o Céu, mas, por derradeiro, espalham o inferno.

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