Opinião
A tolice de confundir Sele��o com elei��o
Com a divulgação da mais nova pesquisa de tendências de voto realizada pelo instituto Datafolha, é de se esperar um recrudescimento da carga de ódio e preconceito contra a presidente e quem quer que esteja a seu lado. É provável, inclusive, sobrar alguma coisa contra a Seleção Brasileira. Depois das ? como diríamos? ? autodenominadas ?elites clarinhas? (ou ?coxinhas??) terem festejado duas quedas anunciadas pelo mesmo Datafolha, de 38% para 37% em maio, e para 34% em junho, Dilma Rousseff deu um salto e retomou o patamar de 38%. Um pesadelo para os ?do contra?! Um horror ? ladram as caravanas passantes nos escalões superiores da arquibancada VIP contra aqueles que consideram vira-latas. Com um pouco mais de incentivo, os ladridos podem retornar àquele coro que transborda a intolerância, o desrespeito e o rancor existente nos corações e mentes de setores que se consideram o topo da pirâmide social tupiniquim. Uma pena, pois o Brasil ? como um todo ? paga o pato. E não há como negar que o investimento pesado feito contra Dilma e seus aliados provoca prejuízo ao País, e quanto mais a presidente reafirma sua capacidade de resistência e de recuperação, mais investimentos são feitos para sabotar o que possa ser entendido como sucesso brasileiro. É inegável que, para o jogo desta sexta-feira, mais energia negativa será endereçada contra a seleção canarinho. O time verde-amarelo será ainda mais ?secado? por gente que deveria saber distinguir seus ódios políticos contra determinadas siglas do amor à pátria (e a seus símbolos). Confundir o êxito da Seleção Brasileira com a vitória eleitoral do grupo que esteja no poder é algo além de uma tolice ? é uma ignorância brutal. Sem ir muito além nas reminiscências históricas, basta lembrar de 2002, quando o time pentacampeão aterrissou em Brasília especialmente para ser recebido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, com direito a um enxame de fotógrafos e cinegrafistas a registrar e espalhar incontáveis imagens do chefe da Nação e os campeões da Copa do Mundo realizada em parceria do Japão com a Coreia do Sul. Festão! E, naquele mesmo ano, FHC ? via seu candidato José Serra ? perdeu a eleição... Turma, não há porque torcer contra. Seleção e eleição não se misturam.